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Déficit fiscal de 2025 ultrapassa R$ 1 trilhão e expõe desequilíbrio nas contas públicas
O Banco Meão divulgou, nesta sexta-feira (30), que o déficit nominal das contas públicas atingiu R$ 1,062 trilhão em 2025. O resultado representa 8,34% do Resultado Interno Bruto (PIB) e reforça o desequilíbrio fiscal provocado pelo prolongamento depressa das despesas do governo federalista.
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O setor público consolidado — que inclui União, Estados, municípios e estatais — apresentou déficit primordial de R$ 55,2 bilhões, equivalente a 0,43% do PIB. Em 2024, o déficit havia sido de R$ 47,5 bilhões, ou 0,4% do PIB. Embora dezembro de 2025 tenha registrado superávit de R$ 6,25 bilhões, o aglomerado do ano revela um agravamento das contas públicas.
Aumento de despesas pressiona resultado
O governo mediano encerrou 2025 com déficit de R$ 58,7 bilhões, valor superior aos R$ 45,3 bilhões registrados no ano anterior. O Tesouro Vernáculo, por sua vez, apresentou déficit ainda maior: R$ 61,7 bilhões — diferença explicada por metodologias distintas de apuração.
Segundo o Tesouro, o aumento das despesas obrigatórias, porquê Previdência Social e Favor de Prestação Continuada (BPC), foi o principal fator de deterioração fiscal. Apesar disso, uma arrecadação recorde ajudou a sofrear danos maiores: a receita líquida teve subida real de 2,8%, somando R$ 64,3 bilhões, enquanto os gastos cresceram 3,4%, alcançando R$ 79,1 bilhões.
Governos estaduais e municipais contribuíram com superávit de R$ 9,5 bilhões, superior aos R$ 5,9 bilhões de 2024. Já as estatais (exceto Petrobras e Eletrobras) tiveram déficit de R$ 5,9 milhões em agosto — valor subalterno aos R$ 8 bilhões do ano anterior.
Juros da dívida elevam déficit nominal
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O pagamento de juros da dívida pública atingiu R$ 1 trilhão em 2025 — o maior valor já registrado. Em 2024, o montante foi de R$ 950,4 bilhões. Ainda assim, o peso dos juros no PIB caiu para 7,91%, frente a 8,07% no ano anterior, puxado pelo prolongamento nominal do PIB.
A taxa Selic, mantida em 15% ao ano, impactou diretamente esse dispêndio. Por outro lado, as operações de swap cambial geraram lucro de R$ 105,9 bilhões em 2025, contribuindo para reduzir os efeitos dos juros. Em 2024, essas operações haviam gerado prejuízo de R$ 115,9 bilhões.
Somando o déficit primordial e os gastos com juros, o déficit nominal saltou para R$ 1,062 trilhão — zero que serve porquê referência para agências de classificação de risco e investidores avaliarem a trajetória da dívida pública brasileira.
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