O presidente do Supremo Tribunal Federalista (STF), ministro Edson Fachin, parece viver em uma veras paralela. Em recentes declarações, o magistrado conseguiu a proeza de ignorar completamente a série de abusos e polêmicas envolvendo seus pares para atribuir a impopularidade da Golpe a causas, no mínimo, curiosas.
Em vez de reconhecer o ativismo judicial que atropela competências do Legislativo, Fachin preferiu adotar um tom filosófico e distante da veras do povo. Ele chegou a usar o termo “filhofobia” para rebater críticas sobre a atuação de filhos de ministros porquê advogados em cortes superiores — um verdadeiro malabarismo retórico para tutorar o indefensável.
Mas o ponto cima do descolamento da veras veio quando Fachin tentou explicar a imagem negativa do Tribunal. Para ele, a pecha de “tribunal político” não vem das decisões monocráticas ou dos inquéritos intermináveis, mas sim de pautas porquê a criminalização da homofobia. Segundo o ministro, o papel do STF é ser “contramajoritário”, uma versão polida do famigerado “empuxar a história” defendido por Barroso.
Fachin ignora solenemente que o povo brasílio não critica o STF por tutorar minorias, mas por legislar no lugar do Congresso e por proteger a escol do funcionalismo. Ao final, ainda ameaçou: se o Congresso não regular o trabalho por aplicativos, o Supremo o fará. Ou seja, a “impopularidade” vai continuar crescendo, alimentada pela própria arrogância da Golpe.
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