Em uma tentativa de virar a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reuniu-se, no último dia 15 de janeiro, com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF). O encontro, descrito por fontes porquê “cordial”, teve porquê taxa medial um pedido de prisão domiciliar humanitária.
A estratégia da resguardo, vocalizada por Michelle, apoiou-se diretamente no precedente destapado pelo STF em maio do ano pretérito, quando o ex-presidente Fernando Collor foi beneficiado com a progressão para o regime domiciliar.
O ‘Precedente Collor’
Durante a conversa, Michelle questionou o ministro sobre a possibilidade de estender a Bolsonaro o mesmo entendimento aplicado a Collor. Na ocasião, Moraes teria esclarecido que a decisão favorável ao ex-senador alagoano foi estritamente técnica, fundamentada em laudos médicos que comprovavam um diagnóstico de Parkinson e o risco proeminente de quedas graves.
Diante da explicação, a ex-primeira-dama apresentou um relato minucioso sobre a deterioração da saúde de Jair Bolsonaro na prisão.
Queda na Polícia Federalista e Coquetel de Remédios
Para sensibilizar o magistrado, Michelle revelou detalhes inéditos sobre a rotina do marido na carceragem. O ponto mais crítico do relato foi a confirmação de uma queda sofrida por Bolsonaro no dia 6 de janeiro, dentro das dependências da Superintendência da Polícia Federalista.
Ela listou os diversos medicamentos que o ex-presidente consome diariamente e os fortes efeitos colaterais que, segundo ela, comprometem seu estabilidade físico e mental, justificando a urgência de cuidados que o sistema prisional não poderia oferecer.
O Incidente do Ferro de Soldagem
Um dos momentos mais tensos abordados na reunião foi o incidente de novembro pretérito, quando Jair Bolsonaro tentou remover sua tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de soldagem.
Michelle apresentou uma novidade versão para o veste, atribuindo a conduta irracional a um surto provocado pela medicação.
“Ele nunca teria feito isso se eu estivesse em vivenda,” teria argumentado Michelle.
Ela explicou que, na data da tentativa de violação do monitoramento, estava em viagem ao Ceará para um evento do PL Mulher, deixando o ex-presidente sem sua supervisão direta.
Estratégia Humanitária
O objetivo medial da audiência foi distanciar as discussões políticas e focar na questão humanitária. Ao traçar o paralelo com Collor e expor a fragilidade física de Bolsonaro – corroborada pelo incidente da queda –, Michelle procura produzir o envolvente jurídico necessário para que o STF autorize a transferência do ex-presidente de volta para vivenda, sob argumento de que sua permanência no cárcere representa risco à sua integridade física.
O ministro Alexandre de Moraes ouviu os argumentos, mas não sinalizou decisão imediata sobre o pleito.
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