Jornalista da Record relata exprobação, vigilância e risco extremo durante cobertura em Caracas
O jornalista Roberto Cabrini, da Record TV, revelou ter extinto todo o material gravado durante uma viagem a Caracas para evitar ser recluso pelas autoridades venezuelanas. Ele passou quatro dias na capital do país sul-americano para produzir uma reportagem privativo exibida no programa Domingo Espetacular, no último domingo (11).
A cobertura teve uma vez que foco o contexto político envolvendo Nicolás Maduro e foi marcada, segundo Cabrini, por tensão permanente, exprobação e ameaças diretas à atuação da prensa estrangeira.
Gravações apagadas por segurança
Durante o relato exibido na reportagem, Cabrini explicou que a equipe precisou adotar medidas extremas para preservar a própria integridade física. As imagens eram gravadas de forma discreta, enviadas imediatamente para fora do país e, em seguida, completamente apagadas dos aparelhos.
“A gente gravava com celular da forma mais discreta que podíamos, enviava estas imagens e imediatamente apagava, e não era só extinguir da primeira memória do celular. Apagava de todos os compartimentos dos nossos aparelhos, por uma questão de segurança”, afirmou o jornalista.
Segundo ele, manter qualquer registro poderia resultar em detenção imediata por secção do esplendor de segurança do regime.
Ingressão no país e clima de vigilância
Cabrini contou que só conseguiu entrar na Venezuela graças a uma rede de contatos, utilizada para driblar restrições impostas a jornalistas. O objetivo era documentar os efeitos da operação dos Estados Unidos contra o governo venezuelano, em um envolvente altamente hostil à prensa.
Durante a permanência em Caracas, o jornalista descreveu uma cidade fortemente militarizada, com controle rigoroso de circulação e presença permanente de forças de segurança e lucidez.
Toque informal e repressão à prensa
Segundo Cabrini, depois determinado horário, a movimentação nas ruas tornava-se praticamente inviável. “Depois das 17h era praticamente impossível trespassar às ruas. O tempo todo a gente se concentrava na movimentação do serviço de lucidez que estava evidenciado para localizar jornalistas”, relatou.
A repressão à atividade jornalística no país tem sido denunciada por entidades locais, uma vez que o Sindicato de Trabalhadores de Prensa da Venezuela, que informou a detenção de 22 profissionais de prensa em meio ao endurecimento do regime.
Reportagem expõe bastidores da ditadura
A material exibida no Domingo Espetacular mostrou os bastidores de uma cobertura realizada sob risco real de prisão, evidenciando o nível de controle estatal e as dificuldades enfrentadas por jornalistas que tentam atuar de forma independente na Venezuela.
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