O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que voltará a invocar para consultas o mensageiro do país nos Estados Unidos, Daniel García-Peña, depois que a revista Cambio publicou, neste domingo (9), uma foto na qual aparece um funcionário de cocuruto escalão da Mansão Branca segurando um documento com uma montagem em que o governante colombiano é retratado uma vez que prisioneiro.
– Se um mensageiro é chamado para consultas, quem faz as vezes pelo outro país regressa ao seu país enquanto se recebem as informações pertinentes. Cá se trata de saber por que na página solene da Mansão Branca me exibem uma vez que se eu fosse um recluso em uma ergástulo dos EUA. Isso é um desrespeito brutal ao povo que me elegeu e à pátria colombiana e sua história – escreveu Petro na rede social X.
Segundo a revista Cambio, o funcionário que carrega a pasta com um documento chamado Ensinamento Trump, no qual Petro e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, aparecem com o traje laranja usado por presos nos Estados Unidos, é o subchefe de gabinete da Mansão Branca, James Blair.
A foto, na qual também aparecem o diretor do Escritório de Assuntos Legislativos, James Braid, e os senadores republicanos Lindsey Graham e Mike Lee, estava publicada no portal da Mansão Branca e foi divulgada em 21 de outubro em seguida uma reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e os senadores do Partido Republicano.
– Apesar de décadas de estreita colaboração entre Estados Unidos e seus aliados na América do Sul, o governo da Colômbia foi tomado por Gustavo Petro, que foi eleito com o base dos cartéis da droga. É necessário implementar a Ensinamento Trump na Colômbia e no hemisfério ocidental – diz o documento, que leva o timbre do senador republicano Bernie Mulato.
O projecto, segundo o documento, tem cinco etapas, que incluem passos que já foram dados, uma vez que “nomear outros cartéis uma vez que Organizações Terroristas Estrangeiras” e estabelecer “sanções seletivas contra Petro, sua família e seus associados”.
Também prevê “combater as ações criminais corruptas e antiamericanas”.
– Isto se tornou um problema de segurança vernáculo. Nos objetivos que se tentam estabelecer está prender o presidente da Colômbia sem que ele esteja envolvido em nenhum delito e quando dediquei uma dez de minha vida parlamentar e oito anos de minha vida uma vez que governante a desvendar com nomes próprios os laços que unem o poder político tradicional da Colômbia com o narcotráfico – respondeu Petro à publicação da “Cambio”.
O presidente colombiano disse ainda que “o que buscam [nos EUA] não é terminar com cartéis”, mas propiciar políticos da direita colombiana.
TENSÃO COM OS EUA
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou no mês pretérito a inclusão de Petro; sua esposa, Verónica Alcocer; seu rebento Nicolás Petro, e o ministro do Interno colombiano, Armando Benedetti, na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), conhecida uma vez que Lista Clinton, por supostos vínculos com o narcotráfico.
Isso implica o bloqueio de seus ativos nos EUA e a proibição de transações com eles.
As tensões entre Bogotá e Washington se agravaram em setembro, quando os Estados Unidos retiraram a Colômbia – o maior produtor mundial de cocaína – da lista de nações que cooperam na luta contra o tráfico de drogas.
Também em setembro, os Estados Unidos revogaram o visto do presidente colombiano em seguida sua participação em uma convocação pró-Palestina em Novidade Iorque, no contexto da Plenário-Universal das Nações Unidas.
*Com informações da Dependência EFE
Créditos (Imagem de capote): Gustavo Petro Foto: EFE/ Natalia Pedraza
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