O pesquisador associado do Insper Marcos Mendes avaliou o cenário eleitoral que se desenha a partir de 2026 no Brasil, durante participação no podcast Outliers. Em vantagem nas principais pesquisas eleitorais divulgadas até o momento, Mendes avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra nas eleições de 2026 em posição de vantagem, mesmo com o desgaste político amontoado.
Para ele, o petista se mantém porquê predilecto porque controla a máquina pública, ampliando subsídios e programas sociais que reforçam sua popularidade. “Lula é muito possante, tem a máquina na mão e, mesmo com desgaste, permanece em vantagem”, afirmou Mendes.
Segundo o economista, se reeleito, o presidente terá de mourejar com os efeitos de suas próprias escolhas econômicas, porquê grave incremento, inflação em subida e desequilíbrios externos.
Na estudo de Mendes, a permanência de Lula no poder poderá, pela primeira vez, romper o ciclo de alternância entre governos populistas que expandem gastos e administrações seguintes que assumem o ônus do ajuste fiscal.
“Se vencer, ele vai provar do próprio veneno e governar quatro anos sob possante pressão das contas públicas e da inflação”
Oposição
Na visão do pesquisador, mesmo que Lula não vença em 2026, a oposição encontrará dificuldades para governar. Mendes ressalta que qualquer presidente dependerá do centrão, cujos parlamentares são beneficiários de emendas bilionárias e resistem a reformas estruturais.
“Será preciso um reparo político que limite demandas individuais dos deputados, dê mais cargos e relatorias em troca de esteio, para que o Executivo recobre o comando da tarifa no Congresso”, disse. Sem isso, ele vê poucas chances de progresso em medidas necessárias para estabilizar a dívida e retomar a crédito econômica.
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Mendes reforçou que os desafios exigem diagnósticos claros e coragem política.
“Problemas complexos pedem soluções complexas. Enquanto a sociedade brasileira não concordar sacrifícios no presente em troca de benefícios para a próxima geração, ficaremos presos ao pequeno prazo.”
Gastos públicos
Durante entrevista ao podcast Outliers, da InfoMoney, apresentado por Clara Sodré e Fabiano Cintra, Mendes destacou que Lula vem acelerando a máquina pública para solidificar esteio eleitoral.
Citou o aumento do Minha Mansão Minha Vida, o programa de gás subsidiado e medidas habitacionais com possante apelo popular.
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Segundo ele, o governo utiliza mecanismos fiscais criativos para mascarar o impacto dessas ações sobre a dívida pública.
“Publiquei recentemente um texto explicando porquê essas criatividades acabam batendo na dívida”
O economista ponderou que a estratégia pode prometer popularidade a pequeno prazo, mas amplia riscos fiscais e pressiona o Banco Meão a manter juros elevados. “Temos um governo pisando no acelerador, e o BC segurando as pontas para não deixar a inflação disparar”, avaliou.
Mendes também comparou o Brasil ao processo vivido pela Argentina sob Javier Milei. Para ele, o contraste é “didático”: enquanto o país vizinho enfrenta um ajuste fiscal duro, ainda que perigoso, o Brasil posterga medidas estruturais e acumula desequilíbrios.
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“A Argentina só aceitou um choque liberal porque chegou a uma situação aguda. No Brasil, evitamos rupturas, mas isso pode nos obrigar a adotar medidas também duras no porvir”, explicou. Ele lembrou que, assim porquê no período Dilma-Temer, ajustes só costumam ser aceitos em cenários de crise profunda.
Apesar do exemplo prateado, Mendes alertou que o governo Milei corre risco de perder sustentação política caso escândalos de depravação avancem, o que pode minar a legitimidade do ajuste fiscal.
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