Comprar um iPhone no exterior é uma incerteza frequente entre consumidores brasileiros que buscam forrar na compra do aparelho. De roupa, o preço do iPhone fora do Brasil costuma ser mais encantador, mas será que essa economia compensa diante de outros fatores?
Um levantamento realizado por Fabricio Oliveira, da XP International, mostra que, nos últimos 17 anos, o preço do iPhone no Brasil quase triplicou, enquanto nos Estados Unidos a subida foi de murado de 80%. Essa diferença expressiva evidencia o impacto dos impostos, taxas e do câmbio no preço final do resultado no Brasil, tornando a compra no exterior uma selecção tentadora para muitos consumidores.
João Maykon Gomes Lopes, perito em negócios da Viacredi, explica que a compra pode ser vantajosa em termos de preço, mas é fundamental considerar os impostos de importação que incidem ao trazer o aparelho para o Brasil. Esses tributos podem aumentar significativamente o dispêndio final, reduzindo a vantagem da compra no exterior. Outrossim, o câmbio e as taxas adicionais, uma vez que o IOF e o spread cambial, também influenciam no valor totalidade pago pelo consumidor.
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Outro ponto importante é a garantia do resultado. Segundo João Maykon, a garantia oferecida no exterior nem sempre é válida no Brasil, o que pode gerar despesas adicionais caso o aparelho apresente defeitos e precise de reparos. Isso representa um risco que deve ser medido antes da compra.
Rafael Gonçalves, consultor financeiro da W1 Consultoria, complementa que nos Estados Unidos, por exemplo, os iPhones costumam ser de 20% a 30% mais baratos do que no Brasil. No entanto, ele ressalta que os impostos locais podem encarecer o resultado, diminuindo a vantagem do preço inicial. Rafael também destaca que, se o preço final do iPhone no exterior estiver muito próximo ao praticado no Brasil, pode ser mais vantajoso optar pela compra vernáculo, principalmente considerando as facilidades de parcelamento sem juros.
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Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP, pondera sobre o impacto dos impostos locais e da tributação na volta ao Brasil. Ele explica que, se o preço do iPhone 17 nos EUA for US$ 799, a conversão direta para reais pode parecer vantajosa, mas ao incluir a sales tax (imposto estadual, que pode ser murado de 8%), o valor sobe para aproximadamente US$ 863, o que equivale sobre R$ 4.574.
No Brasil, um protótipo equivalente pode custar murado de R$ 7.999. Jeff ressalta que, se o aparelho for trazido dentro da prestação de isenção de US$ 1.000 e for o único celular, não há tributação, o que torna a compra vantajosa. Porém, ultrapassar essa prestação pode acarretar multas e tributação de 50% sobre o valor excedente, além do risco de retenção do aparelho.
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Outrossim, o perito alerta para diferenças técnicas dos modelos vendidos nos EUA, uma vez que o uso restrito de eSIM ou incompatibilidade com operadoras brasileiras, o que pode limitar o uso do aparelho no Brasil. Por isso, recomenda comprar pessoalmente, dentro da prestação, em loja solene e com nota fiscal, declarando o valor para a Receita Federalista, para evitar surpresas e prometer a economia esperada.
Por término, a decisão de comprar um iPhone no exterior deve levar em conta não somente o preço, mas também a segurança da compra, a validade da garantia, os custos adicionais e a compatibilidade do aparelho. Estimar todos esses aspectos ajuda a evitar surpresas desagradáveis e a fazer uma escolha mais consciente.
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Comprar iPhone no exterior pode valer a pena, desde que o consumidor esteja sisudo a todos os custos e riscos envolvidos. Caso contrário, a compra no Brasil, com suporte sítio e facilidades de pagamento, pode ser a opção mais segura e prática para a maioria dos consumidores.
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https://www.infomoney.com.br/consumo/vale-a-pena-comprar-iphone-la-fora//Natividade/Créditos -> INFOMONEY







