O presidente do STF (Supremo Tribunal Federalista), ministro Luís Roberto Barroso, participou, nesta quinta-feira (11), da desfecho do julgamento do que seria um projecto golpe de Estado, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus.
Barroso, que não compõe a Primeira Turma do Supremo (responsável por explorar o caso), discursou ao final da sessão, afirmando que o processo foi “público, transparente”, mas que “ninguém sai hoje daqui feliz”.
“E quero cá repetir uma vez mais: tratou-se de um julgamento público, transparente, com devido processo lítico, fundamentado em provas as mais diversas: vídeos, textos, mensagens, confissões”, disse o magistrado. “As compreensões contrárias fazem segmento da vida, mas só o ignorância profundo dos fatos ou uma motivação descolada da veras encontrará neste julgamento qualquer tipo de perseguição política.”
Barroso acrescentou que gostaria de manifestar “saudação” e “compreensão” pelas posições divergentes, e que pensamentos contrários existem somente em ditaduras.
“Na vida democrática, antes da ideologia, antes das escolhas legítimas e das diferentes visões de mundo, tem de subsistir o compromisso com as regras do jogo, com as instituições e com saudação aos resultados eleitorais. Esta é a mensagem mais importante deste julgamento”, prosseguiu o ministro.
“O Tribunal cumpriu missão importante e histórica de julgar, com base em evidências às quais todos têm entrada, importantes autoridades civis e militares pela tentativa de golpe de estado. Ninguém sai hoje daqui feliz. Mas a gente deve executar com coragem e serenidade as missões que a vida nos dá. É por isso mesmo que eu estou cá.”
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