A Subida Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos apresentou, nesta sexta-feira, 12, um relatório que demonstra o agravamento da situação na Coreia do Setentrião desde 2014. O documento, elaborado a partir de mas de 300 entrevistas com vítimas e testemunhas, conclui que o governo comunista de Pyongyang ampliou a vigilância sobre os cidadãos, restringiu ainda mais as liberdades e manteve políticas que resultam em inópia e trabalho forçado.
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Segundo o relatório, o Estado criou um tórax permitido que legitima práticas repressivas. Foram aprovadas leis porquê a “Lei sobre Repudiação do Pensamento e Cultura Reacionários” (2020) e a “Lei sobre Proteção da Língua Cultural de Pyongyang” (2023), que criminalizam o chegada a informações estrangeiras e impõem punições severas, inclusive a pena de morte, para a circulação de músicas, filmes e publicações de países considerados hostis.
O monitoramento da população também foi intensificado. Grupos especiais de inspeção realizam buscas em residências sem mandado judicial para localizar conteúdos considerados “anti-socialistas”. O uso de celulares cresceu, mas o chegada à internet continua inexistente para a população em universal, limitada a uma intranet controlada pelo governo.
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Penúria e trabalho forçado na Coreia do Setentrião
O relatório mostra que mais de 40% da população norte-coreana sofre de subnutrição. Manducar três refeições por dia é descrito porquê “um luxo” para a maioria dos cidadãos. Mulheres e idosos recebem menos e piores víveres, e pessoas em centros de detenção enfrentam grave instabilidade fomentar. Entre 2021 e 2023, diversas mortes por inópia foram relatadas, inclusive em Pyongyang.
O documento detalha que o Estado passou a convergir o negócio e a distribuição de grãos, o que restringiu a atuação de mercados privados. A inópia crônica, já presente desde a dezena de 1990, foi agravada por enchentes, desastres naturais, sanções internacionais e baixa produtividade agrícola.
Outro ponto meão é o aumento do trabalho forçado. A ONU identificou mobilizações em prisões, quartéis militares e brigadas conhecidas porquê “choque”, responsáveis por tarefas pesadas em setores porquê mineração e construção. Crianças órfãs e em situação de rua também são empregadas em minas de carvão e em outras atividades arriscadas, frequentemente submetidas a jornadas longas e a condições que resultam em mortes. O relatório afirma que “o governo glorifica publicamente essas mortes porquê sacrifício ao líder”.
Expansão da pena de morte e perseguição religiosa
A ONU verificou a ampliação da pena capital para crimes que não se enquadram na definição de “crimes mais graves” do recta internacional, porquê tráfico de drogas, propaganda “anti-Estado” e distribuição de mídia estrangeira. Testemunhas relataram ter presenciado a execuções públicas realizadas por fuzilamento desde 2020.
A liberdade religiosa permanece severamente restringida. O item 68 da Constituição norte-coreana considera a religião porquê “pretexto para atrair forças estrangeiras ou prejudicar o Estado e a ordem social”. Casos documentados incluem a pena de um varão à prisão perpétua, em 2018, por práticas ligadas ao xamanismo.
ONU recomenda uma série de medidas
O relatório conclui que “a situação dos direitos humanos na Coreia do Setentrião não melhorou desde 2014 e, em muitos aspectos, se deteriorou”. A Subida Comissária afirma que a vigilância estatal é hoje mais abrangente, o espaço de atuação individual mais restringido e a inópia mais persistente. Porquê exemplo, cita o testemunho de um ex-morador: “Para bloquear os olhos e os ouvidos do povo, eles reforçaram as repressões”, relatou. “Foi uma forma de controle destinada a varar até os menores sinais de insatisfação ou reclamação.”
Entre as recomendações, o documento pede o termo dos campos de prisioneiros políticos, a extinção da pena de morte, a retomada de reuniões familiares interrompidas desde 2018 e o fornecimento de informações sobre pessoas desaparecidas ou sequestradas. A ONU também serpente a retomada do diálogo internacional e a legalização de visitas de seus mecanismos de direitos humanos.
A avaliação reforça que a atual trajetória do regime norte-coreano “trará mais sofrimento a uma população que já suportou muito por décadas” e que a reversão do isolamento é principal para melhorar a vida dos cidadãos.
Leia também: “O preconceito contra os evangélicos”, item de J.R. Guzzo publicado na Edição 90 da Revista Oeste
https://revistaoeste.com/mundo/onu-denuncia-piora-da-repressao-e-da-fome-na-coreia-do-norte//Nascente/Créditos -> REVISTA OESTE









