A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil causou possante repercussão nesta terça-feira (9/9) ao republicar uma mensagem do subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado, Darren Beattie, na qual o diplomata promete “tomar as medidas cabíveis” contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF).
A publicação ocorreu enquanto o STF iniciava a segunda lanço do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus, acusados de integrar uma suposta tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023.
Em sua mensagem, Beattie afirmou que a celebração do 203º Dia da Independência do Brasil, no último 7 de setembro, é um lembrete do compromisso dos EUA com “os valores de liberdade e justiça”. E, em tom duro, direcionou a sátira diretamente ao magistrado brasiliano:
“Para o ministro Alexandre de Moraes e os indivíduos cujos abusos de poder têm minado essas liberdades fundamentais – continuaremos a tomar as medidas cabíveis”, publicou a embaixada, em tradução direta das palavras de Beattie.
Encontro com Eduardo Bolsonaro antecedeu enunciação
A enunciação de Beattie veio dias em seguida um encontro em Washington com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), rebento do ex-presidente, e com o blogueiro Paulo Figueiredo, coligado bolsonarista. Também participou da reunião Ricardo Pita, mentor sênior para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado.
Segundo relatos publicados nas redes sociais por Figueiredo e Eduardo, a reunião teve uma vez que tarifa mediano o projeto de anistia a Jair Bolsonaro, em tramitação no Congresso Vernáculo, e as acusações de “perseguição judicial” promovidas por ministros do STF.
Eduardo Bolsonaro chegou a declarar que a pronunciação visava “libertar o Congresso Vernáculo das garras de mafiosos togados”.
Histórico de críticas de Beattie a Moraes
Darren Beattie já havia criticado Alexandre de Moraes anteriormente. Em julho, o diplomata classificou o ministro uma vez que o “coração pulsante do multíplice de perseguição e increpação contra Jair Bolsonaro” e declarou que os EUA estavam “atentos e tomando medidas”.
Agora, ao levantar o tom e envolver formalmente a representação diplomática americana em Brasília, o caso pode lucrar contornos de tensão diplomática entre os dois países.
STF julga Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe
A publicação da embaixada ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes apresentou seu voto no julgamento da suposta trama golpista. Durante mais de três horas de explanação, Moraes apontou Jair Bolsonaro uma vez que líder de uma organização criminosa que buscava promover um golpe de Estado.
O relator também apresentou um organograma detalhando o papel de cada um dos oito réus no esquema — incluindo militares, ex-ministros e aliados políticos.
Nenhum dos réus compareceu à sessão.
Repercussão e possíveis desdobramentos
A republicação da mensagem por um meato solene da diplomacia americana no Brasil gerou possante reação nas redes sociais e no meio jurídico. Aliados de Moraes acusam os EUA de ingerência em assuntos internos, enquanto setores bolsonaristas celebram a movimentação uma vez que suporte internacional à narrativa de perseguição política.
Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam o tom da enunciação uma vez que “intolerável” e consideram a possibilidade de uma nota formal de protesto. Até o momento, o Itamaraty ainda não se manifestou oficialmente.
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