O governo federalista encerrou o mês de julho com um déficit primitivo de R$ 59,1 bilhões, o pior resultado para o período desde 2020, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (28). O resultado reforça a pressão sobre as contas públicas e acende um alerta sobre o cumprimento da meta fiscal.
O rombo foi impulsionado por um aumento de 28,3% nas despesas públicas, corrigidas pela inflação, em conferência com julho do ano pretérito. Os gastos foram puxados por pagamentos de precatórios, benefícios previdenciários e outras transferências obrigatórias. Do outro lado, a receita líquida cresceu somente 3,9%, ritmo insuficiente para lastrar as contas.
No aglomerado de 12 meses, o déficit primitivo já soma R$ 34,1 bilhões, equivalente a 0,3% do PIB. O número supera o limite de tolerância da meta fiscal fixada pelo governo, que previa saldo zero com margem de ±0,25% do PIB.
O quadro fiscal se agrava ainda mais com o desempenho das estatais federais, que acumulam déficits históricos em 2025. Somente entre janeiro e abril, o setor registrou rombo de R$ 2,73 bilhões, o pior início de ano desde o início da série histórica em 2002. No primeiro semestre, as estatais fecharam no vermelho em R$ 3,9 bilhões, também recorde negativo.
Analistas apontam que a combinação de gastos crescentes, arrecadação em ritmo moderado e perdas em empresas públicas compõe um cenário de crise fiscal estrutural, que pode comprometer a crédito de investidores e aumentar a pressão sobre a política monetária.
destaque,Política
https://nocentrodopoder.com/politica/advogado-do-rumble-e-trump-media-afirma-ter-processado-moraes-no-cpf-porque-o-ministro-atuou-fora-de-suas-funcoes-oficiais-ao-descumprir-leis-brasileiras-americanas-e-tratados-internacionais//Manancial/Créditos -> JORNAL BRASIL ONLINE









