Em meio à ameaço de uma novidade tarifa de 30% sobre produtos europeus e mexicanos, autoridades da União Europeia (UE) anunciaram neste domingo, 13, a extensão da suspensão das tarifas de retaliação aos Estados Unidos, medida que procura manter abertas as negociações e evitar o agravamento do conflito mercantil.
De congraçamento com Ursula von der Leyen, presidente da Percentagem Europeia, a decisão foi motivada por uma epístola enviada pelo governo norte-americano, que detalha futuras sanções caso não haja congraçamento.
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“Portanto, também extenderemos a suspensão de nossas contramedidas até o início de agosto”, disse Von der Leyen ressaltando que a UE segue preparando respostas alternativas, caso as conversas não avancem.
A trégua nas tarifas, que estava prevista para falecer na noite de segunda-feira, 14, representa uma tentativa de chegar a entendimento sobre o transacção de aço e alumínio.
Desde que o governo Trump impôs tarifas de 25%, Bruxelas vinha planejando retaliação de até € 21 bilhões (R$ 136,8 bilhões) em produtos americanos.
Trump anunciou novas tarifas de 30%
No sábado 12, Trump oficializou novas tarifas de 30%, válidas a partir de 1º de agosto, atingindo setores estratégicos europeus porquê automóveis, medicamentos e aviação.
A medida elevou a tensão entre os blocos, levando a União Europeia a declarar que dispõe de ferramentas para proteger seus interesses, inclusive no setor de serviços, considerado vantajoso para o conjunto.
“A UE sempre buscou uma solução negociada”, disse Kaja Kallas, director da diplomacia europeia. “Mas, se necessário, também dispõe de ferramentas para tutelar seus interesses.”
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Kallas ainda destacou que o setor de serviços é um ponto poderoso europeu diante dos EUA.
Dados do Juízo Europeu mostram que, em 2024, o superávit mercantil da UE com os EUA foi de € 50 bilhões (R$ 321,3 bilhões), enquanto o déficit em serviços chegou a € 150 bilhões (R$ 964 bilhões). Tecnologia e software são áreas de destaque nessa balança inversa.
Pressão por negociações e possíveis contramedidas
Lars Klingbeil, ministro das Finanças da Alemanha, alertou para a urgência de “negociações sérias e voltadas para soluções” com os Estados Unidos, mas ponderou que, sem um congraçamento justo, a UE terá de adotar “contramedidas decisivas para proteger empregos e empresas na Europa”.
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