Moradores da Favela do Moinho, no meio de São Paulo, relatam cobranças de até R$ 100 milénio exigidas por proprietários de casas da região caso aceitem se mudar para apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).
Entre os cobradores, está uma das principais lideranças locais do Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Segundo os relatos, traficantes e donos de dezenas de imóveis afirmam aos inquilinos — que pagam até R$ 700 de aluguel — que as saídas para os novos apartamentos resultariam na “descaracterização” das moradias atuais pelo governo estadual.
Porquê forma de evitar isso, estariam cobrando uma espécie de multa ou exigindo a revenda futura dos imóveis subsidiados, com ramificação do lucro entre os criminosos.
FAVELA DO MOINHO: DE QG DO PCC ATÉ A DEMOLIÇÃO!
A Favela do Moinho será demolida. Posteriormente décadas de miséria e domínio do PCC, os moradores finalmente poderão se mudar para um lugar digno.
Essa favela era um cenário de tráfico, incêndios e distribuição de drogas para a… pic.twitter.com/6y9wTmuxXr— Guto Zacarias (@GutoZacariasMBL) May 18, 2025
Entre os donos dos imóveis, está Leonardo Moja, publicado porquê Leo do Moinho, assinalado porquê principal liderança do PCC na região e recluso em 2024. O portal Metrópoles apurou ao menos quatro casos de famílias vítimas dessas extorsões e ameaças. Alguns entrevistados unicamente confirmaram que estão sendo perseguidos, sem descrever detalhes.
Moradores relataram, sob anonimato, o clima de susto e perseguição. “Já saí de lá, e não quero problemas para mim”, disse um ex-residente constrangido a remunerar. “São muitas famílias, gente com susto de falar.” O Metrópoles teve chegada a uma denúncia registrada por uma ex-moradora na Polícia Social de São Paulo. Ela relata perseguições e ameaças.
“A gente está sendo ameaçado: eu vou detrás de você e vou te encontrar. Isso não é só comigo, é com várias pessoas”, disse uma moradora. “Porquê a gente vai trespassar para moradia, estão pedindo para a gente dar uma quantidade de verba, R$ 100 milénio, R$ 70 milénio. Muitas mães estão com susto. É a situação de não dormir à noite.”
Polícia e MP investigam ameaças do PCC
O caso está sob investigação da Polícia Social e também chegou ao Grupo de Atuação Peculiar de Combate ao Delito Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, que já apresentou seis denúncias contra membros do PCC na Favela do Moinho, por tráfico de drogas e associação criminosa.
Fontes locais informaram que integrantes do grupo criminoso têm fotografado casas que estão sendo “descaracterizadas” — isto é, desocupadas por moradores que aderem ao programa habitacional. Diante desse monitoramento, muitos moradores recusam até mesmo o auxílio gratuito de mudança fornecido pelo governo e pagam com recursos próprios.
Há casos de pessoas que deixaram suas casas do dia para a noite. Das 405 famílias que deixaram a dimensão, 222 rejeitaram a oferta de mudança para os imóveis da CDHU.
GRANDE PREJUÍZO PARA A LOGÍSTICA CRIMINOSA DO TRÁFICO. Estouramos uma moradia explosivo na Favela do Moinho, sítio que vem sendo usado porquê um bunker pelo tráfico de drogas há anos. pic.twitter.com/PdUVKnTjnH
— Guilherme Derrite (@DerriteSP) August 6, 2024
Além de Leo do Moinho, que prenúncio moradores por meio de intermediários, outros donos de imóveis na favela também são investigados. Um deles, réu de chacinar um desafeto com seis tiros no Rio de Janeiro, seria proprietário de uma dezena de casas.
Segundo o Ministério Público, a família de Leo Moja — entre eles, irmãos também acusados de integrar o PCC — “se aproveitou da desorganização e da falta do Estado” para cometer crimes e incitar “movimentos dentro da comunidade de subversão contra as ações policiais”.
Leo do Moinho acumula penas que somam mais de 25 anos de prisão. Ele foi sentenciado a oito anos e sete meses por envolvimento com o PCC e tráfico de drogas na região, além de 16 anos e nove meses pela participação no homicídio de um usuário de drogas — morto a facadas, desovado e incendiado na própria favela.
Nesse último caso, duas testemunhas do júri foram executadas a tiros durante o processo.
Ele também foi denunciado na Operação Salut et Dignitas, do Gaeco, deflagrada em agosto pretérito. Na quadra, estava em liberdade condicional e voltou à prisão. Segundo o MPSP, Leo comandava um “quartel-general” na Favela do Moinho, de onde gerenciava o tráfico na cracolândia e monitorava sistemas de informação da polícia com esteio de uma milícia formada por guardas-civis metropolitanos.
As investigações também apontam o envolvimento do grupo com desmanches de veículos na região médio de São Paulo. Um dos braços de Leo, segundo apurou o Metrópoles, atuava porquê gavinha entre o PCC e a máfia chinesa.
Lula e Tarcísio se desentendem sobre programa na Favela do Moinho
O governo federalista e o governo paulista anunciaram, em maio, um programa conjunto de moradias gratuitas para moradores da favela. O conformidade prevê um subvenção de R$ 250 milénio por família, com R$ 160 milhões provenientes da União e R$ 60 milhões do Estado, que totalizam R$ 220 milhões em investimentos.
▶️ Moradores da favela do Moinho, no meio de São Paulo, relatam cobranças de até R$ 100 milénio de proprietários de dezenas de casas na região, entre eles, uma liderança do PCC, caso aceitem se mudar para apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado… pic.twitter.com/8qmRaGynyZ
— Metrópoles (@Metropoles) July 7, 2025
Apesar da parceria, os governos de Lula e Tarcísio têm trocado críticas públicas sobre a transporte do projeto. Em visitante ao Moinho, Lula alfinetou a falta do governador, que estava em outro evento de entrega de habitações sociais.
“O governador foi convidado para vir cá, se ele não veio porque tinha um compromisso em São Bernardo, ele foi convidado, porque todo lugar que eu vou eu convido o governador”, alfinetou Lula. “Eu só quero que vocês saibam que agora vocês estão sob cuidados do governo federalista.”
Tarcísio, por sua vez, afirmou que “a gente não tem que pensar em protagonismo, a gente tem que pensar em resolver o problema” durante evento no ABC paulista. “A gente fez o que ninguém teve coragem de fazer, entrar no Moinho e resolver a equação lá que não é só habitacional. É uma equação que envolve habitação, mais assistência”
https://revistaoeste.com/brasil/pcc-cobra-ate-r-100-mil-e-ameaca-quem-sai-da-favela-do-moinho//Manadeira/Créditos -> REVISTA OESTE







