A operação foi marcada por chuvas, terreno instável e dificuldades de aproximação, o que impediu o contato direto com Juliana desde o momento da queda. A motivo da morte ainda será determinada pelas autoridades locais.
Juliana era originário de Niterói, no Rio de Janeiro, e atuava porquê publicitária. Apaixonada por viagens e esportes ao ar livre, ela havia embarcado para um mochilão pela região do Sudeste Asiático desde fevereiro deste ano. Durante a viagem, a niteroiense já visitou países porquê Filipinas, Tailândia e Vietnã.
Nas redes sociais, a publicitária publicou fotografias recentes da viagem. “Fazer uma viagem longa sozinha significa que o sentir vai sempre ser mais intenso e imprevisível do que a gente ta afeito. E tá tudo muito. Nunca me senti tão viva”, escreveu em publicação do dia 29 de maio.
Juliana, depois o acidente, não fez contato com a família diretamente, por falta de sinal. As informações chegaram até o Brasil por meio de um grupo de turistas que também fazia a trilha e conseguiram acionar pessoas próximas à vítima por meio de uma rede social, mandando mensagens para inúmeras pessoas depois encontrarem o perfil dela.
Quatro dias de buscas intensas
A queda de Juliana mobilizou autoridades locais, voluntários, a equipe do Parque Pátrio de Rinjani, além de amigos e familiares no Brasil. O parque chegou a fechar completamente o aproximação turístico às trilhas para concentrar os esforços de resgate. Helicópteros foram acionados, mas encontraram dificuldades para pousar devido à neblina densa e às limitações de espaço alheado.
A família acompanhava tudo do Brasil e fazia atualizações diárias nas redes sociais, mantendo viva a esperança de reencontrá-la com vida. Nas últimas 48 horas, uma furadeira foi levada até a serra porquê secção de uma estratégia opção de resgate, e as equipes terrestres conseguiram proceder tapume de 400 metros da descida, estimando que Juliana estivesse a outros 650 metros aquém — o que se confirmou depois a localização do corpo.
Juliana caiu na região de Cemara Nunggal, uma extensão de encosta rochosa e instável na trilha que liga Pelawangan Sembalun ao cume do Monte Rinjani. Considerado um dos pontos mais perigosos da trilha, o lugar combina declives acentuados, terreno solto e falta de proteções, o que o torna vulnerável a acidentes mesmo com guias presentes.
A altitude do ponto onde ela caiu está entre 2.600 e 3.000 metros, com poderoso variação climática e neblina. O sinal de celular praticamente não existe na região, e o resgate do corpo só foi verosímil por meio de descida com cordas e equipamentos de escalada, dificultando a resposta rápida nas primeiras horas depois o acidente.
O relato do guia: “Não abandonei a Juliana”
O guia que acompanhava Juliana Marins pela trilha negou ter deserto a publicitária antes de ela suportar um acidente e precisar de resgate. Em entrevista ao GLOBO, Ali Musthofa confirmou os relatos da prelo lugar de que aconselhou a niteroiense a resfolgar enquanto seguia andando, mas afirmou que o combinado era exclusivamente esperá-la um pouco mais adiante da passeio.
Ele disse ter prestado testemunho à polícia neste domingo, quando desceu da serra. Segundo Ali, que aos 20 anos atua porquê guia na região desde novembro de 2023 e costuma subir o Rinjani duas vezes por semana, ele ficou exclusivamente “três minutos” adiante de Juliana e voltou para procurá-la ao estranhar a vagar da brasileira para chegar ao ponto de encontro.
— Na verdade, eu não a deixei, mas esperei três minutos na frente dela. Depois de uns 15 ou 30 minutos, a Juliana não apareceu. Procurei por ela no último lugar de sota, mas não a encontrei. Eu disse que a esperaria adiante. Eu disse para ela resfolgar. Percebi [que ela havia caído] quando vi a luz de uma lanterna em um barranco a uns 150 metros de profundidade e ouvi a voz da Juliana pedindo socorro. Eu disse que iria ajudá-la — afirmou Musthofa. — Tentei desesperadamente expressar a Juliana para esperar por ajuda.
Musthofa disse ter ligado para a empresa na qual trabalha para avisar sobre o acidente e pedir que acionassem o resgate.
— Liguei para a organização onde trabalho, pois não era verosímil ajudar a uma profundidade de tapume de 150 metros sem equipamentos de segurança. Eles deram informações sobre a queda de Julian para a equipe de resgate e, depois a equipe ter conhecimento das informações, correu para ajudar e preparar o equipamento necessário para o resgate — destacou o guia, segundo quem Juliana pagou 2.500.000 rúpias indonésias pelo pacote (o equivalente, na cotação atual, a respeito de R$ 830).
Histórico de acidentes
O caso de Juliana Marins reacendeu o alerta sobre os perigos escondidos nas belas trilhas do Monte Rinjani, um dos destinos mais procurados da Indonésia por turistas e montanhistas, mas também um dos mais desafiadores.
Nos últimos anos, o Monte Rinjani tem sido palco de uma série de acidentes graves, envolvendo tanto turistas estrangeiros quanto montanhistas locais. As trilhas traiçoeiras e o terreno montanhoso já provocaram quedas fatais e resgates dramáticos.
Entre os casos mais recentes estão a morte de um montanhista malaio em maio de 2025; a queda de um jovem indonésio em 2024; o acidente com um turista irlandês que milagrosamente sobreviveu a uma queda de mais de 200 metros; e o falecimento de um jovem israelense em 2022.
Manancial: O Orbe
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/juliana-marins-e-encontrada-sem-vida-na-indonesia-apos-quatro-dias-presa-em-encosta-de-vulcao-diz-familia/Manancial/Créditos -> Aliados Brasil Solene









