O Procurador-Universal do Maranhão, Valdênio Caminha, denunciou ao STF e à PGR uma suposta atuação criminosa de dois assessores do ministro Flávio Dino. Segundo ele, Túlio Simões e Lucas Souza teriam invadido o sistema interno da Procuradoria Estadual para obter documentos usados numa ação que favorece o deputado estadual Othelino Neto, coligado de Dino.
A ação, movida pelo Solidariedade, acusa a gestão estadual de nepotismo e tenta distanciar Caminha do função. O procurador, por sua vez, afirma que os documentos foram acessados ilegalmente com login institucional da PGE, sem autorização, num evidente uso político da máquina pública.
Os acusados negam qualquer irregularidade, dizem ter usado senhas próprias e que os documentos seriam públicos. No entanto, a denúncia aponta que os acessos ocorreram com login institucional da PGE, sem qualquer autorização formal, levantando sérias dúvidas sobre quebra de sigilo e violação institucional.
A denúncia traz à tona um verosímil escândalo de uso político de estruturas estatais e levanta uma pergunta incômoda: assessores de um ministro do STF podem acessar sistemas estaduais para intervir em disputas políticas locais?
O caso promete gerar desdobramentos graves. E pode ser unicamente a ponta de um iceberg.
Karina Michelin. Jornalista. Jornal da cidade
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