A publicação compartilhada por Marques trazia o seguinte texto:
– Parem de vulgarizar retratação. Deixem o ponto rolar. Eles [direita] fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Inclusive com ajuda de uma TV (Jovem Pan). Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interno do Nordeste, no interno do Setentrião
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Grupos de esquerda pediam explicitamente que a informação falsa continuasse circulando até atingir católicos das regiões Nordeste e Setentrião do país.
Marques nega intenção e alega erro involuntário
Ao ser procurado, George Marques declarou que não se recorda de ter republicado o teor. Segundo ele, costuma realizar diversos compartilhamentos em sequência, e a publicação pode ter entrado no meio por miragem. Ele fez questão de sobresair que a postagem não reflete sua posição pessoal.
– Lembro de tê-lo lido, mas isso não significa que eu compartilhe leste pensamento. Registro que, uma vez que jornalista, defendo que os fatos sejam claros e precisos. Mesmo se eu tivesse oferecido RT não concordo com esse pensamento – declarou ao Poder360.
Na sequência, o funcionário reforçou a versão de equívoco:
– Não me lembro de ter oferecido RT nesse tuíte. Eu retuitei outras coisas em sequência e, se esse acabou entrando no meio, foi por miragem. Não penso isso e essa asserção não representa minha posição. Se houve o compartilhamento, foi um erro involuntário – completou.
GloboNews corrigiu informação e pediu desculpas
Flávio Bolsonaro já vinha sendo cândido de notícias falsas que o associavam à suposta intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A GloboNews chegou a veicular uma fala que acabou sendo equivocadamente vinculada ao candidato. A emissora reconheceu o erro e se desculpou publicamente pelo ocorrido.
George Marques compartilhou mensagem, mas apagou Fotos: Reprodução X | Eduardo Gois/A12
Equipe jurídica de Flávio aciona a Procuradoria-Universal Eleitoral
Ainda nesta sexta-feira, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Universal Eleitoral contra perfis que, de entendimento com a campanha, contribuíram para disseminar a fake news. A representação solicita investigação sobre a origem das publicações e aponta dezenas de contas em redes sociais uma vez que responsáveis pela propagação do boato.