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Venda tentada um dia depois operação da Polícia Federalista
Um pormenor que torna o incidente ainda mais embaraçoso: a tentativa de venda ocorreu um dia depois de Jaques Wagner ter sido meta de uma operação da Polícia Federalista ligada a investigações sobre o extinto Banco Master. A empresa compradora seria a Lagoons Empreendimentos, que tem Alex Grangeon Trancoso Neves porquê um dos sócios e um capital social pronunciado de meros R$ 1.000 — zero que, por si só, levanta questionamentos sobre a capacidade financeira do comprador para uma transação milionária.
Gavinha societário entre compra e venda levanta dúvidas adicionais
Outro ponto que dificulta a aprovação de mera coincidência: em 2000, Wagner havia adquirido o terreno da Traneves Patrimonial, empresa em do qual quadro societário também consta o nome de Alex Grangeon Trancoso Neves — o mesmo sócio da Lagoons Empreendimentos, que agora tentava comprar o imóvel. Ou seja, o terreno sairia das mãos de Wagner e voltaria a um empresário ligado à empresa que originalmente o vendeu, desta vez por um preço centenas de vezes superior.
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Justiça barra a transação
A venda não se concretizou. Um cartório de Camaçari impediu a peroração do negócio depois decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federalista (STF), que determinou o bloqueio de bens do parlamentar. Segundo interlocutores do STF, trata-se de uma medida considerada praxe em investigações desse porte — o que, no entanto, não deixa de revelar a sisudez do contexto em que o senador se encontra.
Wagner ironiza e nega irregularidade
Em entrevista à rádio Andaiá FM nesta sexta-feira (24), Jaques Wagner tratou o caso com tom de deboche, negando qualquer vínculo entre a valorização do imóvel e as obras da rodovia:
“Sobre o terreno, dá até vontade de rir, porque o terreno talvez tenha sido a única obra feita na Bahia para mercê dos baianos que não teve pago desapropriação. A estrada passou pelo traçado que os engenheiros acharam melhor, cortou lá um pedaço do terreno e eu digo: ‘não vou cobrar nenhuma desapropriação’”, afirmou.
Nas redes sociais, o senador fez questão de associar a Via Metropolitana a realizações positivas: “Quem diria que a Via Metropolitana, que eu comecei e Rui Costa terminou, hoje nos daria a possibilidade de edificar o novo Meio de Treinamento do Esporte Clube Bahia?”.
Silêncio dos envolvidos
A reportagem buscou contato com o senador, mas não obteve retorno até a última atualização. Posicionamentos da Lagoons Empreendimentos e da Traneves Patrimonial também eram aguardados. O silêncio, neste caso, fala quase tanto quanto os números da valorização do terreno.
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https://www.contrafatos.com.br/valorizacao-de-11-400-levanta-duvida-sobre-terreno-de-jaques-wagner-na-bahia//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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