Caminhoneiros da Abrava iniciaram paralisação para pressionar o Senado a votar a MP do Frete antes do prazo de validade na quinta-feira
Por ContraFatos 13/07/2026 Atualizado em 13/07/2026
Transportadores suspenderam novas viagens e ameaçam ampliar mobilização caso medida provisória não entre na tarifa até quinta-feira
Uma paralisação de caminhoneiros teve início nesta segunda-feira, 13, com o objetivo de forçar o Senado Federalista a votar a Medida Provisória do Frete antes que o texto perda a validade. O prazo se encerra na quinta-feira, 16, e a exiguidade de uma sinalização clara sobre a inclusão da material na tarifa legislativa motivou a mobilização da categoria.
Quem lidera o movimento e quais são as demandas
A ação foi convocada pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), sob liderança de seu presidente, Wallace Landim, divulgado uma vez que Chorão. A orientação repassada aos transportadores é direta: suspender novas viagens até que haja uma definição sobre a votação no Senado.
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“Estamos aguardando até terça-feira para saber se a medida provisória será votada”, afirmou Landim em vídeo divulgado nas redes sociais.
Além da aprovação da MP do Frete, os caminhoneiros reivindicam dois outros pontos: a isenção de pedágio para caminhões que circulam sem trouxa e a redução do ICMS sobre os combustíveis.
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O que prevê a Medida Provisória do Frete
Aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, a proposta estabelece novas regras para substanciar a fiscalização do piso mínimo do frete no país. Entre os dispositivos centrais estão:
Cumprimento obrigatório da Política Vernáculo de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas;
Registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT);
Mecanismos para ampliar a proteção aos transportadores autônomos;
Punições para empresas que descumprirem a legislação, com multas entre 1 milhão de reais e 10 milhões de reais;
Possibilidade de suspensão das atividades de transporte para infratores.
Reflexos nas estradas e posição do Senado
Até o momento, a paralisação não gerou impactos significativos no trânsito. A Polícia Militar de São Paulo informou que acompanha uma sintoma em Santos com muro de 70 participantes, sem registro de bloqueios ou interrupção do fluxo de veículos.
A presidência do Senado, comandada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não comunicou se pretende incluir a MP na tarifa desta semana. A pressão da categoria recai justamente sobre o senador, a quem cabe definir a agenda de votações.
A expectativa dos caminhoneiros é de que uma resposta venha antes do fechamento do prazo de vigência da medida provisória. Representantes da categoria já avisaram: caso a MP não seja pautada, novas mobilizações poderão ser convocadas com maior alcance.
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