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“Foi retirado um policial nosso lá nos Estados Unidos e, por isso, foi retirado um policial americano cá no Brasil. Nós não vamos admitir outro policial americano cá quando não aceitam outro policial brasiliano”, declarou Andrei Rodrigues a jornalistas, evidenciando a rigidez da posição adotada.
Segundo o diretor-geral, a Diretoria de Cooperação Internacional da PF mantém diálogos com autoridades americanas, mas a orientação ao governo permanece inflexível.
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A origem da crise diplomática
O incidente que desencadeou o conflito entre os dois países envolveu a detenção de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, sob alegado de uso de passaporte irrito. O ex-diretor da Abin e ex-deputado, réprobo pelo STF no processo sobre a tentativa de golpe de Estado, foi liberado dias depois.
Depois sua soltura, Ramagem passou a criticar publicamente a direção da Polícia Federalista. Na sequência, o governo de Donald Trump determinou a retirada do mandatário brasiliano Marcelo Ivo de Roble, que atuava em Miami junto ao ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos EUA).
Acusações contra o mandatário brasiliano
As autoridades americanas alegaram que o mandatário teria tentado contornar os canais formais de extradição para viabilizar a deportação de Ramagem ao Brasil, usando porquê justificativa supostas irregularidades migratórias.
Governo brasiliano recuou parcialmente, mas mantém impasse
A resposta brasileira seguiu um roteiro errático:
- Primeiro: a PF retirou as credenciais de entrada de um agente americano que atuava em Brasília, impedindo seu entrada aos sistemas e dependências da corporação;
- Depois: recuou e devolveu as credenciais do agente americano vinculado à Interpol, numa tentativa tardia de moderar o agravamento da crise;
- Agora: mantém a proibição de ingresso de novo agente americano, perpetuando o impasse diplomático.
A PF informou que a substituição de Marcelo Ivo já havia sido definida em portaria assinada em março, por razões técnicas, mas a troca não havia sido efetivada antes da decisão americana — o que levanta questionamentos sobre a eficiência e a organização do governo na gestão de seus próprios quadros no exterior.
A postura adotada pelo governo brasiliano, marcada por idas e vindas e por uma escalada retórica pouco produtiva, coloca em risco mecanismos importantes de cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos.
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