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O governo Lula empenhou 520 milhões de reais para campanhas publicitárias entre janeiro e junho de 2026, mais que o duplo dos 213,5 milhões de reais que o governo Jair Bolsonaro havia talhado ao mesmo tipo de despesa no primeiro semestre de 2022, ano da disputa presidencial anterior. O valor é usado principalmente para custear as campanhas da Secretaria de Informação Social da Presidência, a Secom, e foi liberado antes de o calendário eleitoral impor restrições aos gastos com publicidade institucional, período divulgado uma vez que defeso, que neste ano começa em 4 de julho.
A lei determina que o limite de gastos do primeiro semestre de ano eleitoral seja calculado a partir da média mensal das despesas empenhadas nos três anos anteriores, corrigida pelo IPCA e multiplicada por seis. Segundo levantamento do Partido Liberal, partido do pré-candidato Flávio Bolsonaro, protocolado em representação ao Tribunal Superior Eleitoral em 24 de junho, o governo ultrapassou esse teto em 42 milhões de reais. A ação foi distribuída ao ministro André Mendonça e pede a suspensão imediata das campanhas, além de detalhamento completo dos gastos pela Secom. A pasta respondeu em nota que “atua em estrita observância à legislação eleitoral” e que apresentará “todas as informações necessárias” no mesada competente.
A Secom já gastou quase 1 bilhão de reais com publicidade institucional desde o início do terceiro procuração de Lula, em janeiro de 2023: 175,9 milhões naquele ano, 234,9 milhões em 2024, 365,7 milhões em 2025 e 178 milhões até 15 de junho de 2026, considerando exclusivamente a conta vinculada diretamente ao Palácio do Planalto. As campanhas abrangem 49 temas distintos e utilizam o slogan “Governo do Brasil, do lado do povo brasílio”, com peças que destacam programas uma vez que Pé-de-Meia, Bolsa Família, Gás do Povo, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cinco milénio reais e a proposta de termo da graduação de trabalho 6 por 1. Só em 2026, a Secom pagou pela veiculação de 1.454 anúncios, em formatos que vão de publicações em redes sociais a depoimentos de cidadãos apresentados uma vez que beneficiários das políticas do governo.
O Grupo Orbe é o principal destinatário dos recursos. Recebeu 267 milhões de reais em publicidade da Secom entre janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026, o equivalente a 25,6% de tudo o que o Planalto gastou com propaganda no período, considerando exclusivamente os pagamentos feitos diretamente pela conta da Presidência. O Grupo Record, controlado pelo papa Edir Macedo, aparece em segundo lugar, com 122 milhões de reais, valor 118% menor que o talhado à Orbe. A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, ocupa a terceira posição, com 86 milhões de reais, revérbero da ampliação da fatia de gastos do governo com publicidade na internet, que saltou de tapume de 20% para mais de 30% do totalidade ao longo do procuração.
A liberação de recursos em ritmo vertiginoso nas últimas semanas antes do início do defeso eleitoral não é exclusividade do governo Lula. Em maio, o Planalto já havia renovado por 562,5 milhões de reais os quatro contratos de prestação de serviços de publicidade institucional da União com as principais agências que atendem a Esplanada dos Ministérios.
https://www.conexaopolitica.com.br/politica/lula-libera-r-520-milhoes-para-propaganda-a-poucos-dias-do-inicio-do-prazo-legal-que-suspende-publicidade-institucional//Manancial/Créditos -> CONEXÃO POLÍTICA
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