Auxiliares diretos de Lula reconhecem, reservadamente, que uma postura agressiva do presidente brasílio durante o evento na França poderia provocar o efeito contrário ao desejado. Em vez de terebrar espaço para negociações, o tom duro poderia desencadear sanções ainda mais pesadas por secção de Washington, com prejuízo direto aos setores exportadores brasileiros.
Agenda alterada às pressas para tentar diálogo com Trump
O projecto original do governo não incluía a ida de Lula ao G7. A decisão foi revisada, e a agenda solene passou a contemplar a participação do petista com um objetivo evidente: tentar estabelecer um conduto de diálogo para virar o impacto econômico do tarifaço. Discussões sobre negócio de biocombustíveis, aço e manufaturados estão no núcleo das tentativas de destravamento entre equipes ministeriais dos dois países, por meio de negociações técnicas e videoconferências.
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Até agora, porém, nenhuma reunião bilateral entre Lula e Donald Trump foi formalmente confirmada. O Palácio do Planalto condiciona um eventual encontro de eminente nível ao progresso prévio dessas tratativas técnicas.
Blindagem contra constrangimento público
A principal preocupação da gestão petista é evitar que o presidente brasílio seja exposto a um embate direto ou a situações de constrangimento público diante do presidente americano. O pânico do governo reside na reconhecida imprevisibilidade do líder republicano, que poderia usar o cenário internacional para criticar francamente o Brasil.
Integrantes da oposição no Congresso Vernáculo apontam que o Planalto tenta impedir que Lula se torne branco de críticas públicas de Trump em temas delicados. Entre os assuntos que mais preocupam o governo estão a meio das liberdades institucionais no país, denúncias de perseguição a opositores políticos e questionamentos sobre o cenário de segurança jurídica brasílio.
Da retórica de soberania à submissão diplomática
Historicamente, o governo federalista concentrou seus discursos em resguardo da “soberania vernáculo” e em críticas ao protecionismo de grandes potências. Agora, o recálculo é evidente. A diplomacia brasileira se vê diante de um dilema: responder às cobranças da opinião pública interna, que espera firmeza, e ao mesmo tempo mourejar com a obediência econômica do mercado norte-americano.
Enquanto parlamentares da oposição destacam a fragilidade da posição do governo brasílio perante a novidade liderança da Mansão Branca, os articuladores políticos do Planalto recomendam cautela máxima. O objetivo é impedir que o evento na França se transforme em um tribuna de desgaste político para a gestão federalista.