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A descontração deu lugar à preocupação quando Alinne notou que um pouco não estava evidente. Ao observar o olhar da filha, ela percebeu uma mudança. “Eu olhei para ela e percebi um olhar dissemelhante, aí falei com ela ‘Duda você não tá conseguindo parar de rir?’ E ela gesticulou em negação”. A moça não conseguia verbalizar nenhuma termo — somente fazia gestos enquanto continuava sorrindo.
Sinais de alerta e ida ao hospital
Além da impossibilidade de parar de rir, Alinne reparou que a petiz estava com a pupila dilatada e os lábios secos. Decidiu logo levá-la ao hospital. Nem mesmo durante o banho, enquanto se preparava para transpor, Duda conseguiu interromper o riso. Todo o trajeto até o Hospital Municipal de Enumeração foi percorrido com a moça ainda gargalhando. Nesse ponto, já havia se pretérito mais de uma hora e meia desde o início do incidente.
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Na unidade de saúde, uma médica e uma enfermeira iniciaram o atendimento e rapidamente levantaram uma suspeita: crise gelástica. Enquanto era avaliada, Duda seguiu rindo por mais duas horas e meia, totalizando mais de quatro horas naquele estado. “Ela olhava pra mim com aquele olhar de ‘me socorre, eu não aguento mais rir’. Dava para ver a musculatura enrijecendo de tensão e nervoso”, relata a mãe.
A moça só conseguiu parar quando a exaustão tomou conta do seu corpo e ela adormeceu no pescoço de Alinne.
O que é a crise gelástica?
A epilepsia gelástica é uma exigência neurológica rara causada pelo chamado hamartoma hipotalâmico. Ela pode ser desencadeada por tumores benignos ou lesões no hipotálamo, a região cerebral responsável por controlar diversas funções do organização.
Os episódios, que na veras são convulsões, costumam ser breves e sem razão aparente, podendo se repetir diversas vezes ao longo de um mesmo dia. Apesar de o riso parecer inofensivo, ele pode indicar uma exigência séria que demanda investigação médica.
Principais sinais e sintomas
- Risos inapropriados ou sem motivo, geralmente desprovidos de alegria;
- Movimentos físicos incontroláveis, uma vez que oscilar o corpo ou jogar a cabeça para trás;
- Dificuldade para falar;
- Perda de consciência;
- Sensação de desconforto antes de qualquer incidente;
- Dificuldade para processar informações.
Profissional alerta sobre a prestígio da avaliação médica
O neurocirurgião Sérgio Cançado ressalta que cada caso precisa ser analisado individualmente. No caso de Duda, não houve urgência de tratamento ou medicação, mas outros pacientes podem necessitar de intervenções mais complexas. “A epilepsia é uma diferença no tecido encefálico e frequentemente elas evoluem com dificuldade de resposta de medicamentos, é muito geral a medicação não controlar essas crises. E quando ela não é eficiente, existe a possibilidade de tratamento cirúrgico, que aí chega a controlar em mais de 70%”.
O médico recomenda que, diante de qualquer suspeita de que alguém esteja vivenciando uma crise desse tipo, a pessoa seja encaminhada ao hospital para avaliação pediátrica e, na sequência, com um perito. “Confirmado o diagnóstico, existem centros especializados no tratamento cirúrgico das epilepsias”, explica.
Exames e seguimento depois a crise
Ainda na unidade hospitalar, Duda realizou uma tomografia, de quem resultado foi considerado normal. Apesar disso, a suspeita de crise gelástica foi mantida e só será confirmada depois a petiz ser avaliada por um neurologista especializado.
De negócio com a médica que conduziu o atendimento, o incidente pode ter sido desencadeado por qualquer quadro de sofreguidão ou estresse que a petiz não conseguiu expressar verbalmente. Ainda segundo a profissional, Duda não pode ser classificada uma vez que portadora de epilepsia neste momento, uma vez que não apresentou uma segunda crise nem outros sintomas associados à exigência. Também não foi necessária nenhuma medicação.
Vídeo ultrapassa 7 milhões de visualizações
Alinne conta que, no dia seguinte, a moça acordou muito e até agora não apresentou novos episódios. Motivada pela experiência, a mãe decidiu publicar um vídeo nas redes sociais relatando o que aconteceu e alertando outros pais para ficarem atentos caso seus filhos demonstrem sinais semelhantes.
A repercussão surpreendeu a família: a publicação já acumula mais de 7 milhões de visualizações. Pretérito o susto inicial, o clima em mansão voltou ao normal. As irmãs de Duda, inclusive, se divertem tentando fazer a moça rir. “Vida normal gente, ela pode sorrir”, brinca Alinne.
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https://www.contrafatos.com.br/menina-de-9-anos-ri-sem-parar-por-mais-de-quatro-horas-e-descobre-crise-gelastica-em-minas-gerais//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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