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Uma mulher de 37 anos acusada de assumir a identidade de uma moçoila de 12 anos e viver por mais de um ano uma vez que filha adotiva de uma família em Joinville, no setentrião de Santa Catarina, foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina. A denunciação, apresentada nesta terça-feira (9), atribui à investigada os crimes de estelionato e falsa identidade.
Com o oferecimento da denúncia, caberá agora à primeira instância do Tribunal de Justiça catarinense deliberar se aceita a denunciação e transforma a mulher em ré no processo criminal.
O caso veio à tona no início de junho, quando familiares passaram a vacilar da história apresentada pela suposta juvenil e procuraram a polícia. A partir das apurações, os investigadores concluíram que a identidade utilizada por ela era falsa. Presa posteriormente a invenção, a mulher admitiu os fatos durante prova.
Paralelamente à ação penal, a Justiça determinou a realização de uma avaliação psiquiátrica para indagar a quesito mental da investigada. O procedimento foi solicitado pela resguardo e deverá verificar se ela possuía capacidade de compreender seus atos à idade dos fatos. O resultado poderá influenciar diretamente o curso do processo e eventual responsabilização criminal.
Segundo a Polícia Social, a suspeita utilizava o nome figurado de “Gabriele Ferreira dos Santos” e conseguiu se integrar à rotina da família por muro de 14 meses. A invenção ocorreu posteriormente uma tia e o pai adotivo realizarem buscas na internet e encontrarem indícios de que situações semelhantes já teriam ocorrido em outros estados.
Durante a investigação, a polícia identificou a verdadeira identidade da mulher e constatou registros anteriores envolvendo episódios semelhantes em estados uma vez que São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
De combinação com os investigadores, a mulher sustentava a personagem adotando comportamentos compatíveis com os de uma muchacho. Ela utilizava objetos infantis, apresentava atitudes consideradas incompatíveis com sua idade e alegava tolerar crises de impaciência e dificuldades para dormir sozinha. Conforme relatado pela polícia, a família chegou a preparar um quarto decorado principalmente para ela.
Para justificar características físicas incompatíveis com a idade informada, a investigada afirmava possuir autismo e outras condições de saúde. Também contava histórias sobre supostos abusos sofridos na puerícia, incluindo relatos de exploração sexual e uso forçado de hormônios, explicações que contribuíram para convencer os familiares da versão apresentada.
As investigações apontam que a adoção não foi formalizada. Familiares relataram ter iniciado conversas sobre a regularização da situação e até tentado matricular a suposta juvenil em uma escola. No entanto, segundo os depoimentos colhidos, a própria mulher dificultava o progresso dos procedimentos, alegando receio de que sua localização fosse invenção por seu pai biológico caso a adoção seguisse pelos trâmites oficiais.
https://www.conexaopolitica.com.br/judiciario/mulher-que-enganou-familia-ao-se-passar-por-menina-de-12-anos-e-denunciada-pelo-ministerio-publico//Nascente/Créditos -> CONEXÃO POLÍTICA
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