Editorial do Estadão compara governo Lula à gestão Dilma e aponta R$ 215 bilhões em manobras fiscais ocultas para prometer a reeleição
Por ContraFatos 09/06/2026 Atualizado em 09/06/2026
Relatório da XP aponta R$ 215 bilhões em manobras fiscais ocultas para inflar popularidade presidencial
Um levantamento orientado pelo economista Marcos Mendes, da XP Investimentos, serviu de base para um editorial contundente publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo. O estudo identificou 33 medidas classificadas uma vez que populistas implementadas pelo Planalto somente neste ano. Juntas, essas iniciativas totalizam R$ 215 bilhões em aumento de despesas e renúncias fiscais, configurando o que o jornal chamou de pacote de “bondades eleitorais” talhado a restaurar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O cerne da sátira do Estadão recai sobre a confrontação direta entre as práticas econômicas do atual governo e os expedientes que levaram à ruinoso financeira da gestão de Dilma Rousseff. Segundo o editorial, Lula reedita os mesmos truques que já causaram graves consequências para o país no pretérito.
Leitura
Maquiagem bilionária nas contas públicas
O oferecido mais alarmante do relatório diz saudação à ocultação dos gastos. Conforme o levantamento, 96% do montante totalidade — mais de R$ 200 bilhões — foi escamoteado e simplesmente não aparece nos indicadores oficiais do novo busto fiscal. Esse valor é superior ao escândalo da chamada “PEC da gastança” do final de 2022, evidenciando que o governo federalista atropela as metas fiscais de maneira velada para obter vantagens na corrida eleitoral.
Os três artifícios da contabilidade criativa
O editorial detalhou os mecanismos empregados pela equipe econômica de Lula para expandir gastos sem tolerar as punições previstas em lei. São três estratégias principais:
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Créditos subsidiados disfarçados: O primeiro artifício envolve a liberação de créditos subsidiados, uma vez que o programa para compra de caminhões. Esses recursos saem do Orçamento, porém seguem registrados uma vez que patrimônio do Tesouro por serem classificados uma vez que empréstimos. Na verdade, o quantia nunca retorna aos cofres públicos e se converte em dívida pura, sem afetar o índice de despesa primária do busto.
Ramal de fundos públicos: O segundo truque utiliza fundos públicos para financiar programas de incentivo governamentais. Recursos que deveriam voltar ao Tesouro para derrubar a dívida são redirecionados para inflar projetos do governo. Um exemplo citado é o confisco de “quantia esquecido” em bancos, canalizado diretamente para o Fundo de Garantia de Operações (FGO) a término de turbinar o programa Desenrola.
Créditos extraordinários para gastos ordinários: Por término, o Planalto recorre a créditos extraordinários para custear despesas rotineiras, uma vez que as subvenções aos combustíveis, blindando esses gastos das travas impostas pela legislação fiscal.
O espectro das pedaladas fiscais volta a assombrar
Na avaliação do Estadão, o novo busto fiscal se transformou em uma peça de ficção cuja utilidade se resume ao cumprimento meramente formal de regras. Enquanto isso, a verdade revela um endividamento veloz do país. O jornal ressalta que o Orçamento federalista foi totalmente tomado por despesas obrigatórias, e que a estratégia do governo consiste em gastar fora dos limites oficiais para manter a figura de responsabilidade fiscal.
A confrontação com o governo Dilma Rousseff é inevitável, segundo o editorial. Assim uma vez que ocorreu naquele período, a atual gestão enfrenta críticas crescentes relacionadas à pressão inflacionária e ao descontrole das contas públicas. O jornal conclui que o presidente Lula está disposto a “quebrar o país” para viabilizar sua reeleição, repetindo um roteiro que já teve consequências desastrosas para a economia brasileira.