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O virologista congolês Jean-Jacques Muyembe, codescobriu o Ebola e dirige o Instituto Vernáculo de Pesquisa Biomédica em Kinshasa, explicou à Reuters que, dos 16 surtos anteriores no Congo, somente um não foi causado pela cepa do Zaire. A identificação de uma versão dissemelhante complicará a resposta, afirmou ele, já que os tratamentos e vacinas existentes foram desenvolvidos contra a cepa do Zaire.
Caso índice: enfermeira morreu com sintomas hemorrágicos
O caso índice suspeito foi o de uma enfermeira que faleceu no Meio Médico Evangélico de Bunia depois de apresentar febre, sangramento, vômito e fraqueza extrema. A partir desse caso, a masmorra de transmissão se expandiu rapidamente pelas zonas de saúde da região.
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Africa CDC convoca reunião urgente com países vizinhos
Antes mesmo do balanço atualizado do Ministério da Saúde congolês, a principal filial de saúde pública da África já havia confirmado, na sexta-feira, o surto de Ebola na província de Ituri, quando o número de mortos estava em 65.
O CDCD (Meio Africano de Controle e Prevenção de Doenças) informou que as mortes e os casos suspeitos foram relatados principalmente nas zonas de saúde de Mongwalu e Rwampara, enquanto quatro mortes foram registradas entre os casos confirmados em laboratório. Casos suspeitos também foram relatados em Bunia, a capital da província.
A filial disse que as descobertas iniciais sugerem a presença de uma cepa do vírus não originária do Zaire, e o sequenciamento está em curso para melhor caracterizá-la.
Segundo expedido, o CDCDC convocará uma reunião urgente com representantes do Congo, Uganda, Sudão do Sul e parceiros globais para substanciar a vigilância transfronteiriça, o preparo e os esforços de resposta.
Risco de disseminação regional preocupa autoridades
A Africa CDC (Sucursal Africana de Controle e Prevenção de Doenças) expressou preocupação com o risco de maior disseminação devido ao contexto urbano de Bunia e Rwampara, muito uma vez que com o intenso fluxo populacional e a mobilidade relacionada à mineração nas áreas afetadas, próximas a Uganda e ao Sudão do Sul.
“Oferecido o intenso fluxo populacional entre as áreas afetadas e os países vizinhos, a rápida coordenação regional é precípuo”, afirmou Jean Kaseya, Diretora-Universal da Africa CDC, em expedido.
Já em Uganda, o Ministério da Saúde lugar informou que um congolês morreu em Kampala em decorrência da cepa do vírus Bundibugyo. Uganda afirmou que o caso foi importado do Congo e que nenhum caso de transmissão lugar foi confirmado.
OMS enviou equipe de campo e liberou US$ 500 milénio
A OMS (Organização Mundial da Saúde) tomou conhecimento de casos suspeitos em 5 de maio e enviou uma equipe a Ituri para facilitar na investigação, mas as amostras coletadas em campo inicialmente testaram negativo, declarou o Diretor-Universal da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de prelo na sexta-feira.
Um laboratório em Kinshasa confirmou casos positivos na quinta-feira, elevando o número totalidade de casos confirmados para 13, afirmou Tedros.
A OMS liberou US$ 500 milénio de seu fundo de contingência para emergências para estribar a resposta, incluindo vigilância, rastreamento de contatos, testes laboratoriais e atendimento médico, disse ele.
Governo congolês ativa meio de operações de emergência
O governo da RD Congo informou que ativou seu meio de operações de emergência em saúde pública, reforçou a vigilância epidemiológica e laboratorial e ordenou o rápido envio de equipes de resposta à província afetada.
Confrontos entre milícias agravam a crise humanitária
O novo surto se desenrola em meio a uma crescente crise de segurança em Ituri, onde confrontos entre milícias rivais mataram dezenas de civis nas últimas semanas.
A violência agravou uma situação humanitária já sátira, deixando as instalações de saúde sobrecarregadas ou inoperantes em partes da província, informou a Médicos Sem Fronteiras no início deste mês. A organização humanitária alertou para as condições catastróficas de higiene em locais de deslocados, aumentando o risco de surtos de doenças.
Histórico do Ebola no Congo
Oriente surto é o 17º no Congo desde que o Ebola foi identificado pela primeira vez no país, em 1976. O surto mais recente, na província de Kasai, foi pronunciado encerrado em 1º de dezembro, posteriormente três meses. De um totalidade de 64 casos, 45 morreram e 19 se recuperaram.
A doença pelo vírus Ebola é uma enfermidade grave e frequentemente irremissível, endêmica nas vastas florestas tropicais do Congo. Ela se espalha por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, materiais contaminados ou pessoas que morreram em decorrência da doença, informou o Meio de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC).
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https://www.contrafatos.com.br/ebola-volta-a-assolar-a-rd-congo-novo-surto-ja-matou-pelo-menos-80-pessoas-na-provincia-de-ituri//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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