A resguardo de John havia solicitado a suspensão da sentença argumentando que os efeitos debilitantes de sua esquizofrenia tornam impossível que ele enfrente a punição capital com a lucidez exigida pela lei.
Crenças delirantes incluem ressurreição e indulto figurado do governador
Entre as manifestações da doença mental de Wood, destaca-se a persuasão de que ele já “morrido e voltado” três vezes enquanto esteve no galeria da morte. O recluso também afirma que ressuscitará caso o Estado ligeiro adiante sua realização por injeção mortífero. Aliás, John acredita ter recebido um indulto do governador da Carolina do Sul, Henry McMaster — o que nunca aconteceu.
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Wood é o primeiro detento no galeria da morte da Carolina do Sul a ser considerado incapaz de ser executado desde que o estado retomou as execuções em setembro de 2024. A retomada ocorreu posteriormente uma interrupção de 13 anos, provocada pelas dificuldades enfrentadas pelo estado para obter os medicamentos utilizados na injeção mortífero.
O transgressão: homicídio de policial rodoviário em 2000
A pena de John Richard Wood remonta a um incidente violento ocorrido em dezembro de 2000, no condado de Greenville. Durante uma abordagem de trânsito, Wood disparou cinco vezes contra Eric Nicholson, policial rodoviário estadual da Carolina do Sul, matando-o. Na perseguição que se seguiu, outros dois policiais foram feridos. A pena veio em fevereiro de 2002.
Quadro da pena de morte nos Estados Unidos
Desde o início do ano, os EUA já realizaram dez execuções — todas por injeção mortífero. A distribuição geográfica mostra concentração em poucos estados: seis ocorreram na Flórida, três no Texas e uma em Oklahoma.
Ao longo de 2025, o país registrou um totalidade de 47 execuções, o maior número desde 2009, quando 52 foram contabilizadas. A ampla maioria — 39 — foi realizada por injeção mortífero. Atualmente, a pena de morte está abolida em 23 dos 50 estados americanos. Outros três — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — mantêm uma moratória sobre sua emprego.
John Richard Wood — Foto: Reprodução/South Carolina Department of Corrections
Pelotão de fuzilamento: novo método autorizado em contexto federalista
No termo de abril, o governo dos EUA autorizou a ampliação dos métodos de realização federalista, passando a permitir o pelotão de fuzilamento. Esse método já é utilizado em 23 países: Afeganistão, Bahrain, Belarus, Espiolhar, China, Coreia do Setentrião, Emirados Árabes Unidos, EUA, Etiópia, Iêmen, Índia, Indonésia, Iraque, Kuwait, Líbia, Maldivas, Mauritânia, Nigéria, Omã, Síria, Somália, Taiwan e Vietnã, conforme dados da organização Juntos Contra a Pena de Morte.
No contexto estadual, cinco estados já permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.
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https://www.contrafatos.com.br/condenado-a-morte-que-se-acredita-imortal-nao-pode-ser-executado-decide-juiza-nos-eua//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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