O governo do Equador anunciou sua maior operação contra o narcotráfico desde a enunciação de conflito armado interno, em 2024. Até esta quarta-feira (18), mais de 75 milénio policiais e militares, com espeque de veículos blindados e helicópteros, foram mobilizados para ações simultâneas nas províncias de El Oro, Guayas, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas, as mais afetadas pelo transgressão organizado no país. A operação tem duração prevista até 31 de março.
O ministro do Interno, John Reimberg, decretou toque de recolher das 23h às 5h nas quatro províncias e emitiu alertas à população. “Estamos em guerra. Não se arrisquem, não saiam, fiquem em morada, deixem que a força pública, com os aliados, faça o trabalho que tem de ser feito.” Quem desrespeitar o toque de recolher pode ser recluso. Reimberg informou que o governo coordenou com o Ministério Público e o Judiciário para que os infratores recebam penas de um a três anos de prisão. Somente profissionais de saúde, serviços de emergência e viajantes com comprovante de passagem estão isentos da restrição.
O ministro da Resguardo, Gian Carlo Loffredo, classificou as ações uma vez que “de subida complicação, com presença coordenada em terreno, ar e mar para restabelecer territórios tomados pelas máfias”. Entre os alvos estão cartéis internacionais, mineração ilícito e organizações armadas ligadas ao tráfico de drogas. A prelo foi impedida pelo governo de revestir as atividades policiais e militares durante os dias de operação.
A ofensiva é a primeira ação prática da “Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis”, denominada “Escudo das Américas”, associação de 17 países criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e formalizada em Miami no início de março. Ficaram de fora da coalizão Brasil, México e Colômbia, governados por Lula, Claudia Sheinbaum e Gustavo Petro. O Equador integra o conjunto ao lado de El Salvador e Argentina. Há meses, forças especiais americanas apoiam comandos equatorianos com treinamento, perceptibilidade e financiamento. Na semana anterior ao início da operação, o governo equatoriano inaugurou o primeiro escritório do FBI no país.
A urgência da operação tem respaldo em dados oficiais. O Equador encerrou 2025 com 9.235 homicídios, o maior número de assassinatos de sua história. A taxa atingiu 52 mortes violentas por 100 milénio habitantes, segundo o Observatório do Transgressão Organizado, colocando o país entre os mais violentos do continente. Em 2020, a taxa era de 8 homicídios por 100 milénio habitantes e chegou a 46,5 em 2023, o segundo lugar no ranking global naquele ano. O país deixou a posição de segurança que manteve por décadas. Localizado entre Colômbia e Peru, maiores produtores mundiais de cocaína, o Equador passou a ser um dos principais pontos de saída da droga com fado aos Estados Unidos. Estima-se que tapume de 70% da cocaína produzida nos países vizinhos transite pelo território equatoriano. Cartéis mexicanos, uma vez que o Jalisco Nueva Generación e o de Sinaloa, delegaram operações a grupos locais, uma vez que Los Lobos e Los Choneros, que ampliaram presença em territórios, prisões e rotas de exportação.
O presidente Daniel Noboa assumiu em 2023, declarou conflito armado interno em 2024 e foi reeleito em 2025. A estratégia de enfrentamento reduziu inicialmente os índices de homicídio, mas a violência voltou a crescer posteriormente, conforme relatório do Crisis Group de novembro de 2025. O estado de exceção, previsto uma vez que medida temporária, foi decretado ao menos 14 vezes durante o procuração, consolidando na prática a presença contínua das Forças Armadas nas ruas.
Os primeiros resultados da operação foram divulgados pelas autoridades. No primeiro dia, 253 pessoas foram presas, principalmente por violação do toque de recolher, e bases de Grupos Armados Organizados foram ocupadas pelas forças de segurança, além da conquista de um dos criminosos mais procurados do país.
A operação nutriu tensão com a Colômbia. O presidente colombiano Gustavo Petro acusou o Equador de bombardear território colombiano, declarando “eles estão nos bombardeando do Equador” e afirmando ter provas de que uma petardo foi lançada por aeroplano equatoriana em solo colombiano. Petro afirmou ter solicitado ao presidente Trump que intercedesse: “Pedi a ele que ligasse para o presidente do Equador porque não queremos entrar em guerra.” Desde fevereiro, Equador e Colômbia mantêm conflito tarifário em seguida Noboa impor taxas ao país vizinho, acusando Petro de não agir de forma suficiente contra o narcotráfico. A Colômbia, governada por Petro, está entre os países que não integram a coalizão liderada por Trump.
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