A sessão da Percentagem Parlamentar Mista de Sindicância (CPMI) do INSS, realizada nesta quinta-feira (26 de fevereiro de 2026), foi marcada por possante tensão, bate-boca e contato físico entre parlamentares. O tumulto generalizado ocorreu logo depois o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), proclamar a aprovação de um conjunto de 87 requerimentos, que incluía a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, fruto do presidente da República.
O Motivo da Investigação
A inclusão do nome de Fábio Luís nos requerimentos da oposição se deu em decorrência dos desdobramentos de operações da Polícia Federalista que investigam fraudes no Instituto Vernáculo do Seguro Social. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apontou suspeitas baseadas em mensagens interceptadas que sugerem que “Lulinha” poderia ter sido beneficiário de repasses financeiros em um esquema envolvendo Antônio Camilo (ex-dirigente indigitado porquê um dos operadores de descontos associativos irregulares na folha de aposentados).
A Confusão no Plenário
O torcida para a recontro foi o método de votação. A base do governo tentou pronunciar a votação de todos os requerimentos em conjunto para derrubá-los em conjunto. No entanto, durante a votação simbólica, Carlos Viana declarou vitória da oposição, afirmando que a base governista não havia apanhado o quórum necessário de votos contrários para barrar a taxa.
Empurra-empurra: A proclamação do resultado gerou revolta imediata nos parlamentares governistas, que partiram para cima da mesa diretora. Imagens registraram deputados trocando empurrões, gritos e hostilidades de forma ríspida (com destaque para o embate direto entre o governista Rogério Correia e o oposicionista Evair de Melo).
Sessão suspensa: Diante da perda completa de controle, a Polícia Legislativa precisou intervir para separar os políticos, a sessão foi temporariamente suspensa e a TV Senado chegou a interromper a transmissão de vídeo do lugar para não expor a recontro.
Reações Políticas
O incidente expôs a fragilidade da base governista na percentagem e abriu uma novidade frente de crise no Legislativo:
Governo acusa fraude: Lideranças petistas, porquê o deputado Paulo Pimenta e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, acusaram Carlos Viana de “manobra” e de fraudar a enumeração dos votos. A base aliada anunciou que recorrerá ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para tentar anular a deliberação e prometeu acionar o Recomendação de Moral contra Viana.
Oposição comemora: Parlamentares da oposição celebraram o resultado porquê uma vitória histórica contra a tentativa do Planalto de “blindar” a família presidencial. O presidente da CPMI defendeu a lisura de seus atos, afirmando que seguiu estritamente o regimento e que “no voto, o governo perdeu”.
Além de Fábio Luís, as quebras de sigilo aprovadas atingem outras figuras centrais das investigações, porquê executivos financeiros e ex-parlamentares acusados de lucrar com as fraudes previdenciárias.
➡️ Outro ângulo: veja momento em que confusão irrompe em CPMI depois decisão sobre Lulinha pic.twitter.com/KaAlLbbZ0W
— Metrópoles (@Metropoles) February 26, 2026
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