Requerimento alcança 280 apoios e supera marca histórica registrada em comissões anteriores
A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta terça-feira (3) o pedido de geração de uma Percentagem Parlamentar Mista de Interrogatório (CPMI) para apurar o caso do Banco Master. Deputados e senadores reuniram 280 assinaturas, número considerado recorde no Congresso Vernáculo.
O requerimento foi apresentado pelo deputado federalista Carlos Jordy (PL-RJ) ainda em dezembro de 2025, antes do recesso parlamentar. Para que a CPMI fosse oficialmente requerida, eram necessárias ao menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores — patamar amplamente superado.
Número histórico supera CPMI dos Correios
Com 280 adesões, o pedido ultrapassou o totalidade registrado pela CPMI dos Correios, instalada em 2025, que contou com 222 assinaturas. Nos bastidores do Congresso, o volume significativo foi interpretado uma vez que sinal de poderoso pressão política para que a investigação avance.
Ao comentar a iniciativa, Carlos Jordy afirmou que a percentagem terá alcance espaçoso e não fará relevo entre os envolvidos.
“Ninguém está supra da lei. Ninguém pode permanecer impune, nem esses que se julgam defensores da Constituição e da democracia”, declarou o parlamentar à prensa.
Segundo ele, o caso do Banco Master envolve figuras influentes, o que reforçaria a urgência de apuração rigorosa. Jordy acrescentou que a CPMI irá investigar todos os responsáveis, “doa a quem doer”.
Críticas a Dias Toffoli e questionamentos sobre transporte do caso
Durante as declarações, o deputado também direcionou críticas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federalista (STF). Jordy defendeu que o magistrado deveria ser impedido de relatar o processo relacionado ao Banco Master.
De convénio com o parlamentar, Toffoli teria viajado em um jatinho ao lado de advogados ligados a diretores da instituição financeira e, posteriormente, assumido a cultura do caso, determinando sigilo integral. Para a oposição, a sequência de fatos levanta questionamentos sobre imparcialidade.
PT declara suporte, mas não assina requerimento
Embora integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) tenham se manifestado publicamente em prol da investigação do Banco Master, o partido não aderiu formalmente ao pedido apresentado por Jordy. O deputado classificou a postura uma vez que “jogo de cena”, sugerindo que o suporte não se traduziu em ação concreta.
Senadores reforçam resguardo da CPMI
No Senado, a mobilização também foi destacada por parlamentares da oposição. O senador Magno Mamparra elogiou a atuação de Jordy na coleta das assinaturas e ressaltou que o processo exigiu esforço individual.
“Normalmente as assinaturas são pedidas nos nossos grupos, de forma automática, mas cá foi dissemelhante. Ele correu um por um em procura dessas assinaturas”, afirmou Mamparra.
Outros senadores também se posicionaram em prol da instalação da CPMI. Eduardo Girão defendeu a autonomia das comissões parlamentares de questionário, enquanto Izalci Lucas citou negociações envolvendo uma provável compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) uma vez que mais um fator que justifica a apuração.
Já o senador Carlos Portinho afirmou que o caso não deve ser tratado sob viés ideológico e defendeu a urgência de investigação. Para ele, “não fazer zero não é uma opção”.
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