Pedido já reúne mais de 200 assinaturas e mira fraudes bilionárias envolvendo o BRB
O deputado federalista Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou nesta segunda-feira (2) o requerimento para a geração de uma Percentagem Parlamentar de Sindicância (CPI) destinada a investigar supostas fraudes financeiras na relação entre o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB). A iniciativa avançou rapidamente e, até o início da tarde, já havia apanhado 201 assinaturas.
Inicialmente, o parlamentar havia informado que o pedido contava com 199 apoios. No entanto, segundo atualização divulgada pela assessoria de prelo de Rollemberg às 12h17, o número mínimo necessário foi superado, permitindo o protocolo formal da solicitação na Câmara dos Deputados.
Justificativa aponta esquema sofisticado e prejuízo bilionário
No texto do requerimento, Rollemberg afirma que a CPI é “urgente e necessária” para esclarecer responsabilidades e consequências de “um dos maiores e mais sofisticados esquemas de fraude financeira da história recente do país”.
O deputado defende que a percentagem investigue práticas uma vez que “a fabricação de fundos fraudulentos, a falsificação de contratos, a montagem de ativos inexistentes”, além de um prejuízo que, segundo apurações preliminares da Polícia Federalista, ultrapassa R$ 12,2 bilhões.
Ainda de conformidade com o parlamentar, os indícios levantados até agora apontam para fraude em larga graduação, riscos e danos ao patrimônio público, impacto direto em fundos previdenciários e servidores, além de possíveis conexões político-financeiras.
Estrutura da CPI e prazo de funcionamento
Caso seja instalada, a CPI do Banco Master deverá ser composta por 27 deputados titulares e igual número de suplentes, com prazo de até 120 dias para a realização das investigações.
Rollemberg também utilizou suas redes sociais para pressionar pela rápida instalação da percentagem. Em publicação na plataforma X, escreveu: “Não existe espera. Não existe desculpa. Essa é uma das pautas mais urgentes para o país neste momento. A instalação precisa ser imediata”.
Daniel Vorcaro é citado uma vez que foco da apuração
O deputado mencionou diretamente o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, uma vez que um dos alvos centrais da investigação. Em enunciação pública, afirmou:
“O Brasil tem o recta de saber agora uma vez que Vorcaro chegou onde chegou, quem abriu as portas, quem fechou os olhos e quem lucrou enquanto o risco recaía sobre a população. Estamos falando de bilhões, de provável dano ao interesse público e de responsabilidade direta de quem tinha o obrigação de vistoriar”.
Divergências dentro do governo e pressão da oposição
No campo político, o pedido de CPI expôs divergências dentro da base governista. Na semana passada, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a bancada do partido discutiria a possibilidade de estribar a percentagem.
Já o líder do governo na Lar, José Guimarães (PT-CE), declarou à CNN Brasil ser contrário à instalação da CPI. Em seguida reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Guimarães ressaltou que o regimento interno não permite o cancelamento da tramitação de pedidos de CPIs já protocolados anteriormente.
Paralelamente, a oposição intensifica a pressão para a geração de uma Percentagem Parlamentar Mista de Sindicância (CPMI), com participação de deputados e senadores, para aprofundar as apurações sobre as fraudes que envolvem o Banco Master.
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