Decisão alcança oitivas de Daniel Vorcaro, ex-presidente do BRB e diretor do Banco Medial
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federalista (STF), determinou nesta quinta-feira (29) a retirada do sigilo dos depoimentos prestados à Polícia Federalista pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, e por Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Medial do Brasil.
Os depoimentos foram colhidos no termo de dezembro e, a partir da decisão, passam a ter chegada público. O levantamento do sigilo atendeu a um pedido formal apresentado pelo próprio Banco Medial.
Interrogatório segue sob sigilo
Apesar da liberação das oitivas, Toffoli destacou que a decisão não se estende ao conjunto da investigação. Segundo o ministro, o sindicância que apura possíveis fraudes financeiras envolvendo o Banco Master continuará tramitando em sigilo de Justiça até que haja revelação da Procuradoria-Universal da República.
Assim, exclusivamente o teor dos depoimentos prestados à Polícia Federalista deixa de ser sigiloso neste momento, permanecendo protegidos os demais elementos reunidos no curso das apurações.
Depoimentos antecederam acareação
As oitivas agora tornadas públicas foram conduzidas pela delegada da Polícia Federalista Janaína Palazzo e ocorreram antes da acareação entre os empresários Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa.
A acareação foi determinada pelo próprio Toffoli e integra o conjunto de diligências relacionadas à investigação sobre suspeitas de fraudes no sistema financeiro envolvendo o Banco Master e operações com instituições públicas.
Versões divergentes sobre origem dos créditos
Durante a acareação, já posteriormente a retirada do sigilo dos depoimentos, vieram à tona contradições entre as versões apresentadas por Vorcaro e Costa a saudação da origem dos créditos adquiridos pelo Banco Master.
Segundo Daniel Vorcaro, os ativos teriam sido comprados de terceiros no mercado, sem qualquer vínculo direto com o Banco de Brasília.
Paulo Henrique Costa, por sua vez, sustentou que os créditos tiveram origem em operações realizadas no próprio BRB e que, posteriormente, foram negociados, apresentando uma narrativa distinta da versão do empresário.
As divergências agora fazem segmento do material que será analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação.
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