Primeira Turma aceita denúncia da PGR e abre ação penal por injúria, incitação ao delito e risco à segurança aérea
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federalista decidiu por unanimidade, nesta quarta-feira, 14, transformar Maria Shirlei Piontkievicz em ré. A decisão acolheu denúncia apresentada pela Procuradoria-Universal da República, que atribui à acusada a prática de injúria, incitação ao delito e atentado contra a segurança do transporte leviano.
O julgamento ocorreu em plenário virtual, modalidade em que os ministros registram seus votos sem debate verbal. O processo tramita sob sigilo e, com o recebimento da denúncia, foi oficialmente instaurada ação penal contra Piontkievicz.
Incidente ocorreu às vésperas de julgamento sensível no STF
Segundo a arguição, os fatos ocorreram em setembro de 2025, durante um voo mercantil, um dia antes de o Supremo iniciar o julgamento de oito réus apontados porquê líderes de um suposto projecto de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De entendimento com relatos incluídos no processo, Piontkievicz teria hostilizado verbalmente o ministro Flávio Dino dentro da aeroplano. A denúncia sustenta ainda que ela tentou se aproximar do assento ocupado pelo magistrado, sendo contida por um segurança que o acompanhava.
Moraes aponta indícios robustos e materialidade dos crimes
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a denúncia apresenta provas da materialidade e indícios suficientes de autoria para justificar a buraco da ação penal. Segundo ele, os elementos reunidos pela PGR são consistentes e sustentam a arguição.
Acompanharam o voto do relator os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin. Flávio Dino declarou-se impedido de participar do julgamento.
Com a decisão, a resguardo de Piontkievicz será formalmente notificada para apresentar resposta à arguição nos prazos legais.
Perfil da acusada e contexto da viagem
Maria Shirlei Piontkievicz tem 57 anos e é servidora pública no Paraná. Desde 2008, ocupa o função de promotora de saúde profissional na Secretaria Estadual de Saúde. Ela é vinculada ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba.
Conforme informações constantes nos autos, a mulher participava de uma excursão turística no Maranhão quando embarcou no mesmo voo que Flávio Dino. Segundo a assessoria do ministro, durante o incidente ela teria afirmado que o “avião estava contaminado” pela presença do magistrado.
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