Atletas estão entre as vítimas da repressão, e ex-capitão da seleção serpente posicionamento da Fifa
A repressão promovida pelo regime do Irã contra manifestações que se espalharam pelo país desde 28 de dezembro atingiu diretamente o esporte vernáculo. De pacto com informações confirmadas por organizações internacionais de direitos humanos, três jogadores de futebol morreram durante ações de contenção dos protestos.
Um dos casos que mais repercutiram foi o de Rebin Moradi, de 17 anos, jovem considerado uma promessa do futebol iraniano e integrante das categorias de base do clube Saipa. Segundo o pai do desportista, o jovem foi atingido por um disparo nas costas, a curta intervalo, enquanto participava de um protesto nos periferia de Teerã. Ele morreu ainda no lugar.
Mortes durante manifestações se multiplicam
Outro incidente que causou comoção envolveu Mojtaba Torshiz, ex-jogador que passou por diversos clubes do país. Ele e a esposa foram atingidos durante manifestações na Província de Qaemshahr, no setentrião do Irã. As informações sobre o estado de saúde da mulher, mãe das duas filhas de Torshiz, permanecem contraditórias.
Também foi confirmada a morte de Amir Mohammad Kouhkan, goleiro e técnico de futsal, atingido por tiros durante protestos na Província de Fars. Poucas horas antes de morrer, Kouhkan publicou em seu perfil no Instagram uma cena do filme Taxi Driver, dirigido por Martin Scorsese. Na imagem, o personagem vivido por Robert De Niro diz, em tradução livre: “Não sei. Só quero transpor… Tenho algumas ideias ruins na minha cabeça”.
Ex-capitão do Irã critica silêncio da Fifa sobre assassinatos
As mortes dos atletas provocaram reações dentro e fora do esporte. Masoud Shojaei, ex-capitão da seleção iraniana, utilizou as redes sociais para criticar publicamente o silêncio da Fifa, entidade máxima do futebol mundial, diante da morte de jogadores durante a repressão aos protestos.
A cobrança ocorre em um momento sensível para o futebol iraniano. Em junho deste ano, a seleção do Irã tem participação prevista na Despensa do Mundo de 2026, competição organizada pela Fifa e que será sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá.
Pressão internacional por investigações
Entidades de resguardo dos direitos humanos vêm alertando para o prolongamento contínuo no número de manifestantes mortos no país, incluindo adolescentes e atletas. As organizações defendem a buraco de investigações independentes, transparentes e com participação internacional para apurar as ações das forças de segurança iranianas durante a repressão.
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