Chegar ao ponto de estabilidade no mercado — o famoso “zero a zero” — pode parecer um refrigério. Mas, para muitos traders, é justamente aí que começa a maior emboscada: permanecer recluso em um looping interminável de avanços e recuos. Foi nessa tempo que Thamara Di Lauro entendeu que consistência não nasce de dias perfeitos, mas da capacidade de evoluir nos dias neutros.
Convidada do 1° incidente da 4° temporada do programa Planta Mental, no meato GainCast, Thamara contou que essa foi uma das etapas mais longas e decisivas de sua trajetória. “Eu fiquei muito tempo, inclusive no zero a zero. Acho que eu fiquei uns seis meses indo e voltando, indo e voltando, indo e voltando”, relembra. Foi nesse período que ela percebeu que, para continuar, precisava mudar a forma de enxergar o próprio progresso.
Do looping ao aprendizagem real
O chamado “zero a zero” se tornou um espelho. Era a confirmação de que Thamara já não cometia os erros do início, mas ainda não explorava o potencial das operações vencedoras.
“Ali eu entendi uma coisa tecnicamente poderosa. Eu precisava agora trabalhar os meus ganhos, os meus alvos, as operações vencedoras. Eu saía muito rápido dos trades bons porque queria botar logo no bolso. Temor de perder, terror de voltar pro pretérito, terror de voltar pra aquele mar de sangue”
Esse terror, diz ela, fazia com que interrompesse os acertos antes da hora. “Eu não explorava o melhor que eles tinham. E ali eu entendi o seguinte: ‘Opa, vou ter que aprender agora a explorar o melhor dos meus bons trades’”, explica. A mudança de mentalidade marcou o início de uma novidade tempo: o foco passou de evitar o erro para maximizar o acerto.
Quando o loss técnico vira emocional
Mas o grande tropeço não estava somente nos números, e sim na mente. Thamara conta que o que a travava nessa tempo era transformar um pequeno erro técnico em um problema emocional. “O que me travava nos meus dias de loss é que eu deixava um loss técnico virar um loss emocional, e eu esgotava o GR do dia muito rapidamente”, relata.
Com o tempo, ela percebeu que, ao reagir dessa forma, desperdiçava as melhores oportunidades.
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“Quando eu encontrava uma operação vencedora, que seria a do dia, eu enxugava gelo. Eu estava desperdiçando as minhas operações do dia, deixando com que um trade que foi um loss técnico gerasse um loss emocional. Tá cá um grande vício”
A prelecção, reforça, veio com base nos ensinamentos de Mark Douglas. “Primeiro, nunca permitir que um loss técnico gere um loss emocional. Se você segue sua técnica de forma eficiente, quanto mais loss você tomou, mais próximo você está do gain”, observa.
A viradela de chave e a identidade do trader
Essa compreensão trouxe um insight decisivo: consistência não é responsabilizar no próprio ego, mas no método. “Ali eu entendi. Eu não tenho que responsabilizar em mim, eu tenho que responsabilizar na minha técnica. Eu demorei muito pra entender isso”, confessa.
Foi só depois de assimilar essa teoria que Thamara conseguiu trespassar do looping do zero a zero e evoluir para uma tempo mais seguro. “Quanto mais eu não confiava de olhos fechados na técnica, mais operações subjetivas eu fazia”, explica. “No dia que eu entendi isso e coloquei em prática, uma chave virou”, completa.
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Com o tempo, ela percebeu que consistência também é sobre identidade — uma construção que vai muito além da técnica. “Eu precisava produzir a minha identidade de trader”, afirma.
Essa identidade, segundo Thamara, nasce da convívio com o próprio processo, dos dias ruins e das pequenas vitórias. “O padrão mental de um trader consistente não nos foi ensinado na escola. Ele precisa ser criado. É a gente que tem que fazer isso”, conclui.
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