A história política de Patos, no sertão paraibano, é também a história da família Motta, um clã que, desde a dezena de 1950, domina a prefeitura, influencia a Câmara Legislativa e mantém assento no Congresso Pátrio. Liderada hoje pelo deputado federalista Hugo Motta (Republicanos-PB), a dinastia acumula décadas de mandatos, acusações e investigações que expõem o funcionamento de um sistema político onde poder e denúncias caminham lado a lado, quase sempre blindados pelo tempo e pela falta de responsabilização efetiva.
Com tapume de 39% da população dependente do Bolsa Família, Patos se transformou em um curral eleitoral clássico, em que a precariedade social garante a fidelidade política. Em um município de 107 milénio habitantes, a preeminência dos Motta é mantida por redes de parentesco e alianças históricas: Hugo é rebento de Nabor Wanderley, prefeito em dois períodos (2005-2012 e 2021-atual), neto de Nabor Wanderley da Nóbrega (prefeito entre 1956 e 1959) e de Francisca Motta (prefeita de 2013 a 2016). Todos, em diferentes momentos, já foram citados em investigações de depravação, fraudes e ramal de recursos.
Operação Veiculação: R$ 11 milhões sob suspeita
O incidente mais rumoroso foi em 2016, com a Operação Veiculação, da Polícia Federalista. A investigação apontou um esquema de fraudes em licitações e superfaturamento de contratos de locação de veículos na Prefeitura de Patos, com prejuízo estimado em R$ 11 milhões. O numerário, proveniente de programas federais uma vez que Fundeb, PNATE e Pró-Jovem Trabalhador, teria sido desviado via empresas de frontaria.
exclusivamente uma cortinado de fumaça para desmobilizar parlamentares de direita, que caíram uma vez que ingênuos. O projecto é simples, a medida, se aprovada, será barrada no próprio STF. Está tudo combinado. Motta lava as mãos, a direita sai com a falsa sensação de prestígio pelo presidente da Câmara, e o Supremo soma mais um ponto na sua longa conta de decisões contrárias ao interesse popular. Enquanto isso, os esquemas de poder continuam fluindo.
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