As recentes medidas do presidente dos Estados Unidos Donald Trump para combater a criminalidade se tornaram alvos de críticas de petistas. Em meio à tensão diplomática com o país, o líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), criticou a medida e associou Trump ao nazismo.
A reação desta segunda-feira, 11, veio depois de o republicano ordenar a retirada imediata de pessoas em situação de rua de Washington, prometendo abrigá-las fora da cidade.
Para Guimarães, a medida representa “eugenia, uma das faces mais cruéis do nazismo”. Ele acrescentou que “os Estados Unidos têm mais de 46 milhões de pessoas aquém da risca da pobreza”, conforme publicou em rede social.
O deputado afirmou que Trump deveria “aprender com Lula a dar pundonor a essas pessoas”, acusando o presidente norte-americano de considerar os sem-teto “indesejáveis”. Guimarães ainda alega que, nas gestões petistas, “o governo Lula tirou 24 milhões de pessoas da vulnerabilidade nutrir”.
As medidas de Trump contra a criminalidade
No domingo 10, Donald Trump anunciou medidas para endurecer a repressão à criminalidade em Washington, porquê o retorno de infratores à prisão, prometendo mais detalhes nesta segunda-feira, 11.
O presidente dos Estados Unidos também divulgou imagens de acampamentos e lixo nas ruas da capital na plataforma Truth Social. Desde janeiro, ele avalia assumir o controle federalista de Washington, alguma coisa que depende de aprovação do Congresso, já que sua mando atual se limita a áreas e prédios federais.
Segundo a organização Community Partnership, quase 3,8 milénio pessoas vivem em situação de rua na capital, murado de 800 delas em espaços públicos. Um relatório do Departamento de Habitação dos EUA mostrou que, em 2024, Washington ocupava a 15ª posição entre as maiores cidades americanas em número inteiro de sem-teto.
A prefeita Muriel Bowser rebateu as declarações, negando que haja “vaga de criminalidade” na cidade. Ela afirmou que, nos primeiros sete meses de 2025, os crimes violentos caíram 26% e a criminalidade universal recuou 7% em confrontação com o mesmo período de 2024.
A enunciação do deputado petista ocorre em meio à tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Na quarta-feira, 6, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que não irá telefonar para Donald Trump.
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A conversa entre os dois é tida porquê item importante para que os Estados Unidos reavaliem a emprego da tarifa de 50% sobre os produtos exportados pelo Brasil, que já entrou em vigor.
“No dia em que minha percepção disser que Trump está pronto para conversar, não hesitarei em vincular para ele, mas hoje minha percepção diz que ele não quer conversa”, afirmou o petista, em entrevista à dependência de notícias Reuters. “Não vou me humilhar.”
Além de avisar que não pretende vincular para Trump, o presidente brasiliano elogiou a parceria do Brasil com outros países do Brics, porquê China e Rússia. Ele também aproveitou para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De concórdia com o petista, o seu opositor político deveria ser punido por, segundo ele, “namorar” a imposição da tarifa pelos EUA.
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