A deputada federalista Júlia Zanatta (PL-SC) manifestou-se publicamente, por meio das redes sociais, contra a operação da Polícia Federalista deflagrada nesta sexta-feira, 18, que teve uma vez que meta o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), e contou com parecer favorável da Procuradoria-Universal da República (PGR). Entre as medidas impostas, estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e restrição de notícia com diplomatas e outros investigados.
Segundo a deputada, o incidente remete a um ensinamento do plumitivo Olavo de Roble: “O assassínio da democracia leva sempre vantagem sobre os defensores dela”, citou. “Ele vai suprimindo os meios de ação democráticos e, quando alguém tenta salvar a democracia por outros meios, os únicos possíveis, ele o acusa de antidemocrático.”
Para a parlamentar, as ações do Judiciário não são inesperadas. “O que aconteceu não é surpresa, não é inacreditável, não é inesperado, pois é exatamente o que se espera de uma ditadura”, escreveu. Zanatta afirmou ainda que a alegada perseguição começou em 2019, ao mencionar “os inquéritos do termo do mundo”.
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A deputada também atribuiu responsabilidade política à esquerda e ao Partido dos Trabalhadores (PT). “A esquerda, o PT, o Renda de São Paulo são os assassinos da democracia e trabalharam por anos para chegar onde chegaram”, denunciou. “Pra quem estuda, não é surpresa. Basta ver as ditaduras que sempre defenderam e aplaudiram.”
A operação desta sexta-feira teve uma vez que fundamento a investigação da conduta do deputado federalista Eduardo Bolsonaro (PL-SP), rebento do ex-presidente, e apura possíveis crimes uma vez que filtração no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal e tentativa de anulação violenta do Estado Democrático de Recta.
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O ministro Alexandre de Moraes afirmou que “no curso das investigações, a Polícia Federalista representou pela premência de decretação de diversas medidas cautelares em face de Jair Messias Bolsonaro, em face de sua participação dos mesmos delitos de Eduardo Nantes Bolsonaro”.
Bolsonaro também é réu em outra ação penal no STF, onde responde por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de muito tombado. Em entrevista recente à CNN Brasil, o ex-presidente declarou estar revoltado com as acusações e negou qualquer intenção de deixar o país ou pedir asilo internacional.
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