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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) voltou a disparar contra o Supremo Tribunal Federalista depois o presidente da Golpe, Luís Roberto Barroso, tirar das mãos de Gilmar Mendes e entregar a Alexandre de Moraes a relatoria da ação movida pelo Psol que tenta virar, no tapetão, a decisão do Congresso que derrubou o aumento do IOF. Para Girão, a manobra “tem cheiro de armação” e revela uma vez que o tribunal escolhe critérios diferentes conforme o interesse de momento, minando ainda mais sua credibilidade perante a população.
Em exposição no plenário, o parlamentar lembrou que a mesma material — o reajuste no imposto sobre operações financeiras imposto por decreto de Lula — já estava sendo analisada por Moraes em outro processo desobstruído pelo PL. “É uma jogada ensaiada: passa para o Moraes exatamente para tentar limpar a barra do ministro, porque hoje grande secção do país tem vergonha do STF”, ironizou. O senador citou pesquisas recentes que mostram o desgaste sem precedentes da Golpe, com avaliações negativas superando qualquer outro poder da República.
Girão ressaltou a incoerência: quando interessa manter a jurisprudência do “juiz originário”, o tribunal brada pela prevenção; mas, quando deseja mudar o rumo de um caso, transfere a relatoria em poucos minutos. “Dois pesos e duas medidas”, classificou. Ele apostou que Moraes irá, desta vez, manter a decisão do Legislativo — não por crença, mas para posar de garantista. “Querem expressar que vivemos numa democracia; ora, se vivêssemos, não haveria essa perseguição sistemática ao Congresso cada vez que ele enfrenta o Palácio do Planalto.”
A ofensiva do Psol procura restabelecer a majoração do IOF, derrubada por 383 votos a 93 na Câmara e confirmada pelo Senado. A esquerda insiste no aumento mesmo depois a equipe econômica alertar que a medida tributaria cartão de crédito, empréstimos consignados e financiamento de carruagem popular — um dispêndio direto para a classe média e o trabalhador endividado. O Planalto, temendo novidade itinerário, não conseguiu pronunciar base para salvar o decreto dentro do próprio Parlamento.
Para Girão, a pressa do STF em se debruçar sobre o tema, em pleno recesso do Judiciário, comprova o distanciamento da Golpe em relação às angústias do votante. “O povo respondeu nas urnas e no bolso; mesmo assim, ministros insistem em virar o que o Congresso decidiu com quórum recorde. Isso corrói a crédito no nosso sistema — e, quando a crédito vai embora, sobra autoritarismo”, advertiu. O senador enfatizou que o STF não pode funcionar uma vez que “terceiro vez” para derrotas do governo no Legislativo.
O parlamentar encerrou pedindo união aos colegas contra a “usurpação” do Judiciário. “Se aceitarmos calados, amanhã será uma PEC, depois o orçamento, e no termo ninguém mais precisará nos seleccionar para zero. É hora de defendermos a Constituição e o voto popular.” Enquanto isso, Moraes terá de resolver se mantém o aumento do IOF — e, junto com ele, o desgaste de chancelar mais um atropelo à independência entre os Poderes.
https://jornalbrasilonline.com.br/%F0%9F%94%A5-jogada-ensaiada-girao-denuncia-manobra-do-stf-para-blindar-moraes-no-caso-iof//Natividade/Créditos -> JORNAL BRASIL ONLINE









