Brasília – A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa linear de 10% sobre produtos brasileiros importados foi comemorada nos bastidores do governo Lula. Apesar da medida protecionista, ministros do Palácio do Planalto enxergam o percentual uma vez que uma “vitória” para o Brasil, principalmente pelo vestimenta de que outras nações receberam tarifas ainda mais altas.
A estudo da equipe de Lula se sustenta no contexto político interno. A divulgação da mais recente pesquisa Genial/Quaest, que trouxe um aumento significativo na reprovação ao governo, tornou o pregão de Trump um respiro estratégico para o Planalto. O levantamento revelou que a desaprovação de Lula subiu sete pontos percentuais desde o final de janeiro, atingindo 56%, enquanto a aprovação caiu para 41% — os piores índices desde o início de seu procuração.
Tarifas e política internacional
A tarifa imposta ao Brasil foi uma das menores na lista anunciada por Trump, ao lado de países uma vez que Reino Uno, Colômbia, Cingapura, Chile, Austrália e Turquia. Outros parceiros comerciais foram atingidos por tributos consideravelmente mais altos, o que gerou avaliações positivas entre auxiliares do governo brasílico.
Um ministro de Lula, que preferiu não se identificar, comentou que o percentual menor é fruto do trabalho diplomático do Itamaraty. “A expectativa era de uma tarifa maior, mas a pronunciação da diplomacia brasileira conseguiu reduzir o impacto da medida. Isso é uma grande vitória para Lula”, afirmou.
Impacto na economia brasileira
Apesar do tom otimista do governo, economistas alertam para os efeitos negativos da medida. O setor de exportação brasileira, principalmente o agronegócio e a indústria de manufaturados, pode tolerar impactos caso as tarifas avancem em um segundo momento. “Ainda que a taxa seja baixa, o sinal é preocupante. Trump pode endurecer sua política mercantil contra o Brasil no horizonte”, alerta o economista José Marcos Ramos.
A decisão do governo dos EUA também levanta dúvidas sobre a relação bilateral. Durante a campanha eleitoral americana, Trump já havia sinalizado que pretendia substanciar medidas protecionistas para proteger a indústria norte-americana. Agora, com a tarifa sobre produtos brasileiros, fica evidente que esse posicionamento está sendo disposto em prática.
Efeito político interno
A equipe de Lula trabalha para transformar o incidente em um argumento positivo diante da oposição. A estratégia procura substanciar a narrativa de que o presidente tem força política e diplomática para manter boas relações com os Estados Unidos, mesmo diante de um governo republicano.
Entretanto, críticos argumentam que o Planalto tenta minimizar uma medida que, na prática, representa um tropeço para o transacção brasílico. “Lula quer vender uma tarifa de 10% uma vez que um tanto positivo, mas isso é um revérbero da falta de uma política econômica externa eficiente”, afirma o deputado oposicionista Gustavo Medeiros (PL-SP).
O senador bolsonarista Flávio Bolsonaro também ironizou a postura do governo. “Se até um aumento de tarifa é considerado vitória, imagina quando eles perderem de verdade?”, escreveu em sua conta no X (vetusto Twitter).
Repercussão internacional
A medida também gerou reações entre investidores e analistas do mercado financeiro. O índice Bovespa operou com volatilidade depois o pregão, e o dólar teve ligeiro subida, atingindo R$ 5,12. Analistas do Goldman Sachs e do JP Morgan avaliaram que a tarifa não deve promover grandes impactos no pequeno prazo, mas pode afetar a competitividade das exportações brasileiras nos próximos meses.
Para o empresário José Roberto Marques, do setor de mineração, a tarifa é um alerta. “Se Trump seguir esse caminho, podemos perder mercados importantes e sermos forçados a buscar novos parceiros comerciais”, destaca.
Desfecho
O governo Lula tenta transformar um verosímil revés em uma oportunidade política. Com a popularidade em queda e um cenário econômico reptador, a gestão petista procura substanciar a teoria de que a diplomacia brasileira conseguiu evitar um dano maior. No entanto, os desafios para a economia continuam e o impacto real da tarifa de Trump só será sentido nos próximos meses. O jogo político entre Brasil e Estados Unidos está exclusivamente começando.
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