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Ao longo do atual governo, o Ministério das Relações Exteriores optou por não propalar a lista de convidados que utilizaram residências oficiais brasileiras no exterior, mesmo em seguida pedido formal com base na Lei de Chegada à Informação. A solicitação abrangia 24 imóveis em cidades estratégicas, mas foi negada sob justificativa de que a demanda seria “desproporcional” e poderia comprometer o funcionamento das unidades.
Entre os nomes já associados ao uso desses espaços estão a primeira-dama Rosângela da Silva e o ator Fábio Porchat, conforme registros e relatos públicos. A negativa do Itamaraty gerou recurso em todas as instâncias previstas, e agora a decisão final ficará a função da Controladoria-Universal da União, que deverá calcular se os dados devem ou não ser divulgados.
As residências oficiais são tradicionalmente utilizadas para receber autoridades e convidados em compromissos institucionais. Em abril de 2025, por exemplo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama estiveram hospedados no Palácio Pamphilij, em Roma, durante viagem internacional. No mesmo imóvel, meses depois, Fábio Porchat também foi recebido, a invitação do legado responsável.
Além da discussão sobre transparência, os custos dessas estruturas chamam atenção. Em 2025, foram empenhados tapume de R$ 240,5 milhões para manutenção de embaixadas e residências oficiais no exterior. O valor inclui despesas com pessoal, aluguel, manutenção e serviços diversos, evidenciando o cume dispêndio da estrutura diplomática brasileira fora do país.
Registros do sistema Siafi mostram ainda gastos pontuais durante viagens oficiais. Em Roma, foram destinados recursos para obtenção de insumos e itens de representação. Já em Novidade York, durante a Plenário Universal da ONU, houve contratação de serviços porquê garçons, reforçando a existência de despesas adicionais associadas à agenda internacional.






