Mudança partidária mira disputa pelo governo do Paraná e rompe alianças locais
O senador Sergio Moro decidiu trocar o União Brasil pelo Partido Liberal (PL) e oficializou sua filiação nesta quarta-feira, 18, com foco na disputa pelo governo do Paraná. A decisão ocorre depois negociações com dirigentes partidários e esteio direto do grupo político ligado a Flávio Bolsonaro.
Pesquisas recentes indicam que Moro aparece primeiro nas intenções de voto no estado, o que reforçou o interesse do PL em oferecer a legenda e esteio explícito à sua pré-candidatura.
Consonância político redefine alianças no Paraná
A filiação foi consolidada depois reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que confirmou o respaldo ao nome do ex-juiz para o Palácio Iguaçu.
O movimento marca uma ruptura com o atual governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), até logo coligado político. A decisão altera o cenário eleitoral sítio e reconfigura as alianças para a disputa de 2026.
Valdemar destacou a influência estratégica do estado para o grupo político. “Nós vamos ter que unir todo mundo lá para ele lucrar a eleição no primeiro vez. Senão nós estamos mortos por justificação do Ratinho”, afirmou.
Antes do acerto, Ratinho Jr. chegou a se reunir com Rogério Pelágico (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, numa tentativa de evitar o esteio do partido a Moro.
Resistências e disputas internas na federação
Embora a federação União Brasil-PP tenha demonstrado tendência de concordar Moro, o cenário no Paraná não era homogêneo. O PP, por exemplo, apresentava resistências ao nome do senador.
Diante desse quadro, o PL avançou nas negociações e garantiu espaço político para o ex-ministro.
Relação de Moro com o bolsonarismo teve altos e baixos
A trajetória recente de Sergio Moro inclui aproximações e rupturas com o grupo bolsonarista. Em 2018, ele deixou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.
Em 2020, pediu exoneração do missão acusando o logo presidente de interferência na Polícia Federalista.
No ano seguinte, fez críticas ao bolsonarismo, incluindo a enunciação: “Chega de rachadinha”.
Apesar disso, nas eleições de 2022, Moro apoiou Bolsonaro no segundo vez e participou ao seu lado de debate na TV Bandeirantes.
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