Contrato de consultoria vigorou por dois anos, inclusive durante passagem do ex-ministro pela Justiça
O Banco Master repassou valores milionários ao escritório de advocacia vinculado ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski sem que houvesse registro de atuação do escritório em processos relacionados à instituição financeira. O contrato, firmado em 28 de agosto de 2023, previa pagamentos mensais de R$ 250 milénio e permaneceu em vigor até setembro de 2025.
O período do concórdia abrange secção do tempo em que Lewandowski integrou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública em janeiro de 2024.
Contrato estava em nome da esposa e do rebento
O concórdia foi formalizado com a Lewandowski Advocacia, escritório registrado em nome de Yara de Abreu Lewandowski, esposa do ex-ministro, e de Enrique de Abreu Lewandowski, rebento do magistrado jubilado.
Apesar dos pagamentos, não há registro de atuação de Yara ou Enrique em processos envolvendo o controlador do banco, Daniel Vorcaro, ou empresas ligadas ao grupo financeiro. Em nota, Ricardo Lewandowski afirmou que o vínculo era restrito à consultoria jurídica, sem representação do Banco Master perante órgãos do Poder Executivo.
Única reunião registrada não citou o banco
Durante a vigência do contrato, somente um encontro formal envolvendo Enrique Lewandowski foi registrado. A reunião ocorreu em 29 de maio de 2024, na Advocacia-Universal da União, e tratou de tema relacionado a seguros habitacionais no Superior Tribunal de Justiça. Nos registros oficiais, não há qualquer menção ao Banco Master.
Yara Lewandowski é inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo e no Região Federalista, com atuação concentrada na dimensão cível e sem processos no STF. Já Enrique possui atuação mais ampla, integra outro escritório em São Paulo e representa grandes empresas, porquê Ducoco e Integralmédica, que têm ações no Supremo, mas não mantêm relação com o Banco Master.
Período do contrato coincide com atuação no governo
Os pagamentos se estenderam até setembro de 2025, quando Ricardo Lewandowski já acumulava 21 meses avante do Ministério da Justiça. Ele assumiu a pasta em janeiro de 2024, depois indicação do senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado.
Repercussão política e reação no Congresso
Em seguida a divulgação das relações entre Lewandowski, Daniel Vorcaro e Jaques Wagner, deputados da base governista iniciaram a coleta de assinaturas para a instalação de uma CPI do Banco Master. O objetivo, segundo interlocutores, seria seguir e influenciar o curso de eventuais investigações, em meio à pressão sobre o Palácio do Planalto para rever sua estratégia diante do caso.
Por meio da assessoria, Enrique Lewandowski afirmou que sua atuação era estritamente consultiva. “O trabalho consistia de reuniões presenciais uma ou duas vezes por mês na sede do Master e de interlocução com o portanto diretor jurídico do banco, Luiz Rennó”, declarou.
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