Mando monetária alega riscos à segurança do Estado para manter sigilo
O Banco Mediano (BC) decidiu não fornecer informações detalhadas sobre reuniões entre seu presidente, Gabriel Galípolo, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), que teriam tratado de assuntos ligados ao Banco Master. Questionada sobre a transparência desses encontros de cimalha escalão, a instituição afirmou que a negativa se apoia em possíveis ameaças à segurança do Estado e da sociedade. A justificativa foi apresentada em resposta ao jornal O Mundo.
De congraçamento com o BC, não existem registros formais de reuniões entre o presidente da autonomia e autoridades de nível superior. Essa explicação, no entanto, entra em conflito com uma enunciação feita pelo próprio Galípolo em entrevista coletiva concedida em 18 de dezembro. Na ocasião, ele afirmou: “Todas as reuniões, mensagens e comunicações relacionadas ao caso Master foram documentadas”.
Encontros sob sigilo e interesses do Banco Master
Informações divulgadas anteriormente indicam que Alexandre de Moraes teria procurado Gabriel Galípolo pelo menos quatro vezes para tratar de interesses do Banco Master. À era, a instituição buscava autorização do Banco Mediano para a venda de ativos ao Banco de Brasília (BRB), operação que acabou barrada pela diretoria da autonomia em setembro do ano pretérito.
Durante esse período, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco controlado por Daniel Vorcaro. Os pagamentos previstos eram de R$ 3,6 milhões por mês, ao longo de três anos, sem especificação pública das causas ou processos relacionados aos serviços prestados.
Pedidos via Lei de Aproximação à Informação foram negados
Segundo o jornal, o Banco Mediano rejeitou cinco solicitações feitas com base na Lei de Aproximação à Informação (LAI). Os pedidos foram elaborados com espeque da ONG Fiquem Sabendo e buscavam obter dados porquê listas de reuniões, datas e horários dos contatos entre Moraes e Galípolo.
A poder monetária reconheceu que não mantém arquivos sobre o teor das conversas entre ambos no período de março a dezembro de 2025, nem mesmo em caráter sigiloso. Questionamentos semelhantes sobre encontros envolvendo outros temas também receberam resposta negativa.
Justificativas apresentadas pelo Banco Mediano
Para sustentar a decisão, o BC mencionou a emprego da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes pelo governo Trump. Segundo a instituição, esse contexto aumentaria os riscos associados à divulgação de informações sensíveis. A legislação norte-americana, criada para combater terrorismo e violações de direitos humanos, chegou a atingir Viviane Barci de Moraes e uma empresa ligada à família, mas as sanções foram revogadas em dezembro.
Oficialmente, tanto Galípolo quanto Moraes afirmaram que os encontros tiveram porquê objetivo discutir as restrições financeiras decorrentes da Magnitsky. O Banco Mediano acrescentou que reuniões entre autoridades de cimalha nível não são tornadas públicas quando envolvem riscos à segurança, citando um decreto de 2021 que regula a transparência das agendas oficiais.
Reuniões presenciais e outros contatos
Fontes ouvidas relataram que, no final de 2025, Galípolo e Moraes participaram de uma reunião presencial para tratar da crise de liquidez enfrentada pelo Banco Master. O tema também teria sido abordado em conversas telefônicas entre os dois.
Outrossim, o BC negou pedidos de informação sobre eventuais interações entre o presidente da instituição e ministros do STF, integrantes do governo Lula, senadores ou deputados durante reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) entre março e dezembro de 2025. A autonomia limitou-se a informar que o colegiado é constituído unicamente por seus membros indicados, sem detalhar se houve menções a Moraes ou a outros atores políticos.
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https://www.contrafatos.com.br/banco-central-recusa-divulgar-detalhes-de-encontros-entre-galipolo-e-moraes-sobre-caso-master//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY








