Contrato de consultoria seguiu ativo mesmo em seguida posse no Ministério da Justiça
O ministro da Justiça do governo Lula, Ricardo Lewandowski, recebeu ao todo R$ 6,5 milhões do Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Desse montante, R$ 5,25 milhões foram pagos enquanto Lewandowski já exercia funções no supino escalão do governo federalista.
Segundo informações reveladas pela jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, o ministro foi contratado para prestar serviços de “consultoria” ao banco, com remuneração mensal de R$ 250 milénio. O contrato não foi interrompido mesmo em seguida sua nomeação para chefiar o Ministério da Justiça.
Contrato mantido mesmo com vínculo direto com a PF
Lewandowski assumiu o comando da pasta em janeiro de 2024, passando a ser superior hierárquico da Polícia Federalista. Ainda assim, o pacto com o Banco Master permaneceu em vigor por quase dois anos, abrangendo boa secção de sua atuação uma vez que ministro.
O contrato previa a “prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico” e foi festejado em 28 de agosto de 2023. Os pagamentos se estenderam até setembro de 2025, período em que Lewandowski já estava há 21 meses avante do Ministério da Justiça.
Pedido político e conexões no governo
De pacto com a reportagem, a contratação de Lewandowski pelo Banco Master ocorreu a pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner. O mesmo parlamentar teria articulado a contratação do ex-ministro da Quinta Guido Mantega pelo banco de Vorcaro.
O incidente amplia o alcance político do caso e levanta questionamentos sobre a relação entre integrantes do governo federalista e a instituição financeira.
Escritório deixado em seguida posse
Ao assumir o incumbência de ministro da Justiça, em janeiro de 2024, Lewandowski deixou o escritório de advocacia que mantinha em sociedade com dois de seus filhos, Enrique e Yara de Abreu Lewandowski. Apesar disso, o contrato de consultoria firmado diretamente com o Banco Master permaneceu ativo.
Porquê secção do pacto, Lewandowski passou a integrar o Comitê Estratégico do banco. Ainda assim, segundo o site, ele participou de somente duas reuniões do colegiado durante todo o período contratual.
Repercussão e questionamentos
A manutenção do vínculo financeiro com uma instituição privada enquanto ocupava um dos cargos mais sensíveis da gestão federalista reacendeu debates sobre conflito de interesses e governança pública. O caso ocorre em meio ao aumento do escrutínio sobre relações entre autoridades da República e agentes do setor financeiro.
Veja também
governo federalista,Justiça
https://www.contrafatos.com.br/escandalo-lewandowski-recebeu-r-525-milhoes-do-banco-master-enquanto-era-ministro//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY








