O órgão ambiental federalista Ibama aprovou o teste de resposta a emergências realizado pela Petrobras (PETR3; PETR4) na Bacia da Foz do Amazonas, mas também solicitou ajustes antes de conceder à petroleira uma licença para perfurar na região, mostraram documentos vistos pela Reuters.
O teste, realizado em agosto, é considerado pela Petrobras porquê o último passo antes que o Ibama decida se concederá a licença de perfuração, em águas profundas do Amapá, buscada há anos pela empresa.
Por meio dele, a companhia precisava mostrar sua capacidade de mourejar com um eventual acidente com vazamento na região, considerada sensível ambientalmente.
“Comunico à Petrobras que APO realizada foi considerada aprovada pelo Ibama, devendo a operadora apresentar os ajustes requeridos pelo Ibama, para finalização do processo de elaboração da licença de operação para a atividade proposta”, disse parecer técnico do Ibama.
O Ibama considerou, em seu parecer técnico, a robustez da estrutura apresentada, muito porquê o caráter inédito da atividade executada, “marcada por desafios logísticos relevantes, pela dimensão da estrutura acionada e pela amplitude das vertentes de estudo”.
Aliás, destacou em sua peroração que “um novo tirocínio de fauna deverá ser executado, sem prejuízo da ininterrupção do processo de licenciamento em curso”.
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Em um transmitido, a Petrobras informou que “irá revisar o projecto conforme as observações apontadas no parecer e reapresentará o documento ao Ibama até esta sexta-feira”.
“Com a aprovação da APO e o cumprimento dos demais requisitos do processo de licenciamento, a Petrobras espera receber em breve a licença ambiental para perfuração de um poço exploratório no conjunto FZA-M-59, por meio do qual a companhia irá buscar informações geológicas e investigar a existência de petróleo”, acrescentou.
Procurado, o Ibama não respondeu imediatamente a pedido de glosa.
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O setor petrolífero acredita que há um potencial significativo para a invenção de grandes reservas de petróleo e gás na Foz do Amazonas, com base em grandes descobertas em regiões geologicamente semelhantes no Suriname e na Guiana.
Entretanto, há resistência por segmento de segmentos da sociedade e do próprio governo, devido aos riscos socioambientais associados à exploração.
O Ibama já havia recusado uma licença para a Petrobras em 2023, mas retomou o processo posteriormente um pedido de reconsideração da companhia, que veio com mudanças em seu planejamento exploratório.
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