À medida que a China se prepara para uma rivalidade global cada vez maior com os Estados Unidos, Pequim está testando o quão longe sua Marinha pode operar de morada e até que ponto seus navios de guerra podem trabalhar juntos em mar crédulo. Em exercícios recentes que envolveram dois porta-aviões, a China deu uma mostra ousada de porquê procura declarar o domínio no Pacífico.
Desde o final de maio e durante boa segmento de junho, em mares próximos ao Japão, os dois porta-aviões chineses – o Liaoning e o Shandong – praticaram decolagens e aterrissagens de caças e helicópteros, até 90 ou mais vezes em alguns dias, de tratado com relatórios da equipe militar japonesa. Cada porta-aviões foi protegido por vários navios de guerra.
Os exercícios, que fizeram com que o Japão expressasse “sérias preocupações”, foram um protótipo de porquê a China poderia usar uma coleção crescente de porta-aviões para projetar poderio militar no Pacífico e tentar dominar os vizinhos asiáticos alinhados com Washington.
As atividades navais chinesas próximas ou além da segunda enxovia de ilhas sinalizam que as forças dos EUA “operando nas proximidades de Guam podem estar correndo um risco maior”, disse Sharman.
“Essas operações com porta-aviões são um prenúncio do que está por vir”, disse Sharman, ex-adido da Marinha dos EUA em Pequim. A China “quer que seus porta-aviões sejam capazes de operar de forma independente em locais remotos do continente, tanto em tempos de sossego quanto em tempos de guerra”, disse ele. “Isso significa treinar por períodos mais longos e a distâncias cada vez maiores da China.”
A marinha da China disse no mês pretérito que os dois porta-aviões e os navios de guerra que os acompanham estavam praticando “resguardo em sobranceiro mar e operações conjuntas”. Os dois grupos de porta-aviões também se enfrentaram em um confronto simulado, disse a Xinhua, a dependência de notícias solene da China.
Alguns caças a jato que decolaram dos porta-aviões voaram perigosamente perto de aeronaves de vigilância japonesas, segundo o Ministério da Resguardo do Japão.
Exercícios militares
Os exercícios não foram somente para exibição. A operação de aeronaves a partir de porta-aviões é exigente e arriscada, disse Sharman. Ao treinar longe no Pacífico, os porta-aviões e as embarcações que os acompanham ganharam “valiosa experiência operacional em águas desconhecidas, fornecendo à tripulação habilidades aplicáveis a futuras operações em outras partes do mundo”, disse ele.
Nos próximos anos, a China poderá implantar porta-aviões e embarcações navais de séquito para substanciar suas reivindicações no Mar do Sul da China ou em disputas territoriais com a Coreia do Sul ou o Japão. A China também poderá enviar porta-aviões para partes mais distantes do mundo porquê uma mostra de força para tutorar seus interesses econômicos e de segurança.
A China tem somente uma base militar significativa no exterior, em Djibuti, mas os porta-aviões dão ao país “a opção de realizar uma infinidade de missões de aviação em qualquer lugar que sua marinha navegue”, disse Timothy R. Heath, pesquisador sênior da RAND, uma organização que fornece análises para o Pentágono e outros clientes. “As rotas mais importantes são aquelas para o Oriente Médio ao longo do Oceano Índico.”
Ainda assim, os porta-aviões não são uma garantia do domínio marítimo regional chinês.
Confronto
Em um confronto direto entre a China e os Estados Unidos, os porta-aviões de cada lado poderiam ser vulneráveis aos mísseis do outro. Devido a esses riscos, os porta-aviões podem desempenhar um papel restringido, pelo menos inicialmente, em qualquer verosímil confronto com Taiwan, a ilhota autônoma que a China reivindica porquê seu território, segundo vários especialistas militares.
E porquê Taiwan está perto da costa da China continental e de suas muitas bases aéreas, os porta-aviões não seriam cruciais para tentar dominar os céus em uma guerra sobre a ilhota, disse Oriana Skylar Mastro, pesquisadora do Instituto Freeman Spogli de Estudos Internacionais da Universidade de Stanford que estuda a estratégia militar chinesa.
A China poderia enviar seus porta-aviões mais longe no Pacífico para se tutorar das forças dos EUA que se dirigem à ajuda de Taiwan, embora os porta-aviões ficassem muito mais expostos aos ataques dos EUA, disse Mastro.
Mas a China também poderia utilizar os porta-aviões porquê segmento de um esforço para isolar Taiwan do mundo.
“Os porta-aviões chineses serão úteis para impor um bloqueio a Taiwan”, disse Narushige Michishita, professor do Instituto Vernáculo de Pós-Graduação em Estudos Políticos, em Tóquio, que estuda as Forças Armadas da China. “Os porta-aviões podem vigiar grandes áreas e trenar pressão coercitiva sobre navios e aeronaves militares e comerciais.”
A China conta atualmente com três porta-aviões, todos movidos a diesel e, em universal, menos avançados do que os 11 porta-aviões nucleares dos Estados Unidos. Até 2040, a China poderá ter seis porta-aviões, segundo estimativas da Marinha dos EUA. A China parece estar construindo um quarto porta-aviões, que, segundo analistas, poderá utilizar força nuclear. Isso lhe daria um alcance muito maior sem a premência de reabastecimento.
O presidente da China, Xi Jinping, parece ter determinado que o país precisa de mais porta-aviões e outros grandes ativos militares para solidar sua posição porquê potência global. Posteriormente o término do treinamento dos dois porta-aviões chineses no Pacífico neste mês, um deles, o Shandong, atracou em Hong Kong, e membros selecionados do público foram autorizados a visitá-lo.
“Politicamente, eles são um dos símbolos de status máximos para qualquer país”, disse Heath, pesquisador da RAND, sobre os porta-aviões. A publicidade entusiasmada da China sobre as manobras dos porta-aviões no Pacífico indicou que sua “liderança valoriza muito o simbolismo político de possuir um navio de guerra tão poderoso”, disse Heath.
Décadas detrás, os líderes chineses resistiram à obtenção de porta-aviões, decidindo que eles eram muito caros em um momento em que a economia chinesa era muito menor.
Isso começou a mudar depois de 1996, quando os Estados Unidos enviaram dois grupos de combate de porta-aviões para as águas próximas a Taiwan para impedir Pequim de aumentar ainda mais as tensões com a ilhota. A China vinha disparando mísseis balísticos perto dos principais portos de Taiwan, na esperança de assustar os eleitores inclinados a concordar o presidente Lee Teng-hui, que Pequim via porquê patrono de políticas pró-independência.
Dois anos posteriormente a crise, um empresário chinês comprou um porta-aviões soviético enferrujado e truncado que pertencia à Ucrânia. Posteriormente, a China comprou e finalizou o navio, que estreou em 2012 porquê seu primeiro porta-aviões, chamado Liaoning.
Hoje em dia, as restrições orçamentárias não são uma preocupação para a Marinha chinesa. Mas seus líderes não estão se precipitando na expansão de porta-aviões.
O Shandong — o segundo porta-aviões da China e o primeiro construído no país — foi lançado em 2017. O mais recente, o Fujian, foi lançado em 2022 e ainda não entrou em serviço.
O Fujian utiliza um sistema de catapulta eletromagnética para lançar aeronaves, o que é tecnicamente mais provocador do que usar um convés com rampa semelhante a uma pista de esqui, mas possibilita o voo de aeronaves mais pesadas e mais muito armadas.
“As operações dos porta-aviões chineses ainda estão em tempo rudimentar”, disse Michishita, do instituto em Tóquio. A China, disse ele, está “adotando uma abordagem uniforme, passo a passo, para aprimorar suas capacidades”.
Manadeira/Créditos: Estadão
Créditos (Imagem de capote): Caça chinês se prepara para treino militar a bordo do porta-aviões Shandong Foto: Tropa da China/AFP
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/porta-avioes-da-china-avancam-em-aguas-dominadas-pelos-eua/Manadeira/Créditos -> Aliados Brasil Solene









