O Brasil ocupa o topo do ranking dos parlamentos mais caros e inflados do planeta, segundo dados internacionais. Mesmo antes da recente aprovação de ampliação no número de parlamentares, a Câmara dos Deputados já lidera mundialmente em quantidade de funcionários e em despesas operacionais.
Levantamento da União Interparlamentar (IPU), entidade que reúne informações sobre parlamentos nacionais ao volta do mundo, revela que a Câmara brasileira conta com 14.001 servidores, número que supera todos os demais 96 legislativos analisados. Trata-se da única morada legislativa no mundo que ultrapassa a marca de 10 milénio funcionários.
Para se ter teoria, os Estados Unidos, que aparecem em segundo lugar na lista, somam 9.247 servidores — ou seja, o Brasil possui 51% a mais. A Argentina, quarta colocada, tem três vezes menos servidores do que o Brasil.
A disparidade também aparece quando comparado ao Reino Uno: mesmo com 650 deputados — mais que os 513 da Câmara brasileira —, a Câmara dos Comuns daquele país emprega exclusivamente 3.090 pessoas. A média lá é de 4,7 servidores por deputado. No Brasil, essa relação chega a 27,3 por cada parlamentar.
Essa estrutura inchada reflete diretamente nos cofres públicos. Quando os orçamentos legislativos são ajustados pelo critério de Paridade do Poder de Compra (PPC), que permite confrontar o dispêndio de vida entre países, o Brasil mais uma vez lidera.
O dispêndio de operação da Câmara brasileira é 72% superior ao do Congresso norte-americano, mesmo com toda a diferença econômica entre os dois países. A despesa também é o duplo da registrada por Alemanha e Itália, e quase três vezes superior à do Parlamento da França.
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