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O relato também menciona o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, negociações com fundos de pensão e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Ataques a Fábio Roble
No mesmo dia, o Quotidiano do Núcleo do Mundo (DCM) publicou dois textos do articulista Kiko Nogueira contra Roble. O primeiro o associava a encontros de base ao candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O segundo afirmava que o senador teria prometido à Editora Abril uma licença de televisão oportunidade em troca da reportagem sobre Vorcaro.
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A delação foi atribuída a uma natividade anônima e não tem comprovação documental. Ainda assim, foi reproduzida pelo Brasil 247 e pelo Jornal GGN.
Verbas de publicidade federalista
Os três veículos têm registros de publicidade federalista durante o atual governo. Em 2023, o Brasil 247 recebeu murado de R$ 700 milénio, e o DCM, pouco mais de R$ 220 milénio. O GGN também recebeu publicidade do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federalista, mas o valor exato não foi confirmado.
Cinco medidas judiciais e administrativas
Paralelamente aos ataques, a campanha presidencial anunciou cinco medidas judiciais e administrativas. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu que a Veja retirasse a reportagem do ar em até 12 horas e publicasse um recta de resposta na edição impressa, com chamada na toga. Em outra ação, solicitou a remoção de um vídeo divulgado pelo PL e a proibição de que Flávio Bolsonaro e o partido repetissem as acusações na propaganda eleitoral.
Na Justiça do Província Federalista, Lula pediu a retirada da material, uma perícia no áudio e indenização de R$ 100 milénio da Editora Abril e de Bonin.
A campanha também recorreu à Polícia Federalista (PF) para esclarecer se Vorcaro havia prestado testemunho formal e para investigar a origem da gravação. A Presidência e o Ministério da Saúde procuraram a Advocacia-Universal da União (AGU) para calcular outras providências.
Próximos passos e questões constitucionais
Agora, o PT quer identificar pessoas que estiveram com Vorcaro na prisão e pedir a quebra de sigilo telemático de suspeitos de participar da gravação. A iniciativa levanta preocupações sobre a proteção constitucional das fontes, assegurada pelo cláusula 5º, inciso XIV, quando necessária ao tirocínio profissional do jornalismo.
A tentativa de retirar a reportagem do ar também põe em xeque o cláusula 220 da Constituição. O dispositivo assegura a liberdade de informação e proíbe, em seu parágrafo 2º, toda exprobação de natureza política, ideológica e artística.
Ataques a jornalistas
A ofensiva do PT reforça o número de ataques à atividade jornalística. Levantamento da Coalizão em Resguardo do Jornalismo, divulgado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), identificou aproximadamente 14 milénio ataques a jornalistas e veículos nas redes sociais entre 16 de agosto e 4 de outubro. Na reta final do primeiro vez, a média foi de 327 ataques diários.
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