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“A segurança territorial dos países não existe. Qualquer país agora pode invadir outro país”, disse o petista.
Mas há um pormenor.
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Maduro não foi conquistado por ser presidente. Foi conquistado por ser, segundo as autoridades americanas, um dos chefes do Privilégio de los Soles — uma rede de narcotráfico operada de dentro do próprio Estado venezuelano. Ele está recluso em Novidade York, respondendo por conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armamento pesado.
Lula, no entanto, preferiu ignorar as acusações e ir direto para a conformidade com o Iraque.
“Mataram o Saddam Hussein. Até agora não acharam nenhuma arma química. Eu fico me perguntando até quando o mundo vai permanecer subordinado a mentiras”, afirmou.
E é aí que a história complica.
A verificação não é tão absurda quanto parece — mas não pelo motivo que Lula imagina. De indumento, as armas de devastação em tamanho usadas porquê pretexto para a invasão do Iraque em 2003 nunca foram encontradas. Investigações posteriores confirmaram que o Iraque havia destruído seus estoques em 1991.
Agora compare.
Lula usa esse caso legítimo de sátira à política externa americana para blindar um ditador indiciado de narcotráfico internacional. É porquê se a pataratice sobre o Iraque maquinalmente invalidasse qualquer ação americana, para sempre, em qualquer contexto.
A pergunta que ninguém faz é simples: por que Lula nunca invocou a soberania do povo venezuelano quando Maduro roubava eleições, prendia opositores, torturava dissidentes e empurrava milhões de pessoas para o exílio?
Soberania, para o presidente brasílico, é um noção seletivo. Serve quando o ditador camarada é incomodado. Desaparece quando o ditador camarada incomoda seu próprio povo.
Lula fala em “mentiras” porquê se a Venezuela sob Maduro fosse um protótipo de transparência. Um país onde a oposição era presa, a prensa silenciada e os resultados eleitorais fabricados. Onde a crise humanitária expulsou mais de sete milhões de pessoas. Onde o pompa estatal foi cooptado pelo transgressão organizado — não segundo a CIA, mas segundo dezenas de investigações jornalísticas e relatórios de organismos internacionais.
Zero disso, aparentemente, configura violação de soberania para o presidente do Brasil.
Não é coincidência que Lula só descubra o noção de soberania quando os Estados Unidos agem. Quando a Rússia invade a Ucrânia, o oração é de “ambos os lados”. Quando a China sufoca Hong Kong, o silêncio é ensurdecedor. Quando Cuba reprime manifestantes, a resposta é um constrangido olhar para o lado.
O padrão é simples: soberania é sagrada quando protege aliados ideológicos. Quando prenúncio inimigos ideológicos, vira pormenor.
E as drogas?
Lula diz que os americanos “não mostraram nenhuma droga” nos barcos atacados no Caribe. Pode ser. Mas a mesma exigência de provas que ele faz aos Estados Unidos, ele nunca fez a Maduro. Nunca pediu transparência sobre o Privilégio de los Soles. Nunca questionou por que generais venezuelanos apareciam em listas de sanções internacionais por narcotráfico. Nunca perguntou zero.
Porque perguntar seria inconveniente.
Saddam Hussein é um fantasma útil. Invocar o Iraque permite a Lula se posicionar porquê patrono da verdade contra o imperialismo americano, sem precisar mourejar com a veras incômoda de que o varão que ele defende não é uma vítima — é um réu confesso de devastação institucional, com um dossiê criminal que cresce a cada audiência em Novidade York.
A questão de fundo não é se os Estados Unidos erraram no Iraque. Erraram. A questão é se esse erro histórico dá a Lula o recta de ignorar tudo o que Maduro fez, faz e continuará respondendo nos tribunais.
Lula quer que o mundo desconfie dos americanos. Justo. Mas o mundo também tem o recta de duvidar de um presidente que nunca — em nenhum momento, sob nenhuma situação — encontrou uma termo de sátira ao ditador que destruiu a Venezuela.
Soberania sem democracia é exclusivamente tirania com fronteiras.
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https://www.contrafatos.com.br/lula-compara-caso-maduro-ao-iraque-e-escancara-sua-defesa-a-ditadores//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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