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Mensagens com operador financeiro do PCC
A investigação recuperou troca de mensagens entre Meire e Cléber Azevedo dos Santos, identificado porquê “companheiro” do PCC e indicado porquê operador do braço financeiro da partido. As comunicações demonstram a relação estreita entre ambos e as atividades desempenhadas pela contadora em obséquio do grupo criminoso.
O Relatório de Lucidez 24/26 evidencia a conexão entre os investigados na Operação Bazaar e Alexandre Salles Brito, o “Buiu”, réu no processo criminal da Operação Término da Risco. Especificamente, trata-se do núcleo que cooptou a empresa UpBus, com notória atuação no PCC. Para Alexandre, o “companheiro” Cléber e Meire Poza realizaram múltiplas operações de troca de numerário vivo por TED.
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Segundo os promotores, Cléber fez a Alexandre Salles Brito “referências” sobre a atuação de Meire Poza, que atuava porquê contadora do grupo investigado na Operação Bazaar e “tinha plena ciência de todas as atividades ilícitas dos operadores financeiros do grupo”.
Trajetória criminal e passagens por outras operações
Não é a primeira vez que Meire enfrenta problemas com a Justiça. Em abril de 2018, ela foi presa sob suspeita de participação em um esquema bilionário de desvios da Previdência, desarticulado pela Operação Encilhamento, da Polícia Federalista.
Antes disso, Meire Poza já havia sido investigada na Operação Lava Jato, conduzida à quadra pelo ex-juiz Sérgio Moro, hoje senador. Ela mantinha relações próximas com o doleiro Alberto Youssef, que em 2014 firmou tratado de delação premiada com a força-tarefa responsável por desmontar um sólido esquema de depravação e monopólio de empreiteiras instalado na Petrobrás.
Em maio pretérito, a contadora ressurgiu porquê personagem da Operação Bazaar, que a apontou porquê operadora de um “balcão de negócios” montado em vários departamentos da Polícia Social. O esquema envolvia a geração de inquéritos abastecidos com Relatórios de Investigação Financeira (RIFs) do COAF — órgão de perceptibilidade financeira — para forçar empresários e comerciantes a pagarem propinas.
Gavinha com policial social e envolvimento com faccionados
A relação de Meire com o PCC ficou ainda mais evidente por meio de mensagens enviadas por ela ao “companheiro” Cléber. Em uma delas, datada de 26 de novembro de 2024, a contadora relatou que Leonardo Meirelles a apresentou a Cyllas Salerno Elias Júnior — policial social de São Paulo sob suspeita de envolvimento com faccionados e denunciado por atos de lavagem de numerário vinculados ao PCC.
Durante a conversa, Meire encaminhou uma notícia sobre a prisão de Cyllas no contextura da Operação Tai Pan, da Polícia Federalista, além de um print de um diálogo mantido com ele que comprova o ajuste para a prestação de serviços contábeis. Nessa mesma ocasião, ela afirmou que “não é provável que o Leonardo nunca tenha alguma coisa que preste na vida”, o que, na leitura dos investigadores, sugere a habitualidade do envolvimento de Leonardo Meirelles com atividades ilícitas.
Outros nomes citados na operação
A Operação Janus também menciona Bruno Ramos Fernandes, Paulo Rogério Silva, o “Paulo Barão”, e Leonardo Meirelles, velho parceiro de Meire e também cândido da Lava Jato por supostas fraudes em contratos do Ministério da Saúde.
Outro nome que aparece é o do legisperito Amjad Ahmad, o “Amim”. Em mensagens de 7 de maio de 2021, Meire informou ao “companheiro” Cléber que se encontraria com “Amim” para entregar os “impostos” — sentença que, no contexto da investigação, indica o repasse de declarações de imposto de renda. Para os promotores, isso revela a atuação direta da doleira da Lava Jato na organização e manejo de informações sensíveis, com potencial utilização para fins de ocultação e dissimulação patrimonial.
Doleira também praticava os crimes que sua estrutura fomentava
O papel de Meire Poza ia além do assessoramento contábil, segundo o Gaeco. Os promotores apontam que ela também cometia os mesmos crimes que sua estrutura fomentava. Em 14 de março de 2022, a contadora solicitou a “Amim” a quantia de R$ 55 milénio em espécie, por meio de operação de “troca de TED por vivo”, aceita pelo legisperito.
Integração operacional com o PCC
Para o Ministério Público, a aproximação do grupo com o PCC ocorreu pela participação de Meire “na prestação de serviços contábeis em obséquio da organização criminosa, reforçando a integração operacional entre os agentes envolvidos”.
A Promotoria destaca que segmento dos investigados pratica crimes há mais de 12 anos, com condenações definitivas já transitadas em julgado, a exemplo da própria Meire Poza, “o que demonstra sua recalcitrância em deixar de delinquir”.
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https://www.contrafatos.com.br/doleira-da-lava-jato-mantinha-estrutura-contabil-do-pcc-e-recebia-r-70-mil-por-mes//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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